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Tuesday, August 11, 2009

Brasil & Estônia

Anúncio publicitário feito pela Federação da Estônia para o amistoso de amanhã, divulgado no país baltico como "O Jogo do Século".

Em 2009, a Estônia completa 100 anos de futebol em seu país. Para comemorar, Pareiko, Jääger, Piiroja, Bärengrub e Klavan, Vunk, Dmitrijev, Purje e Vassiljev, Viikmäe e Zenjov enfrentam a seleção brasileira em um amistoso nessa quarta, às 14h15 no horário de Brasília. E a terra dos tremas também marcou presença esse ano no Anima Mundi, com a vinda de Priit Pärn ao festival. O estoniano participou do nosso Papo Animado, onde apresentou um pouco de sua filmografia originalíssima e nos contou sobre a tradição que a animação desfruta em sua terra natal.

Saiu lá também: Priit e Olga Pärn em uma matéria sobre
o Anima Mundi do Postimees, da Estônia (clique para ampliar).




Com as salas lotadas no Rio e em São Paulo, Priit preparou uma sessão que incluiu diversas produções de sua autoria, como propagandas de duas bebidas locais, um poema tradicional estoniano animado por ele como parte de projeto coletivo com outros animadores, alguns curtas e trechos de um média metragem recente, feito em parceria com sua esposa, Olga Pärn.



Priit revelou que nunca cursou nada relacionado a cinema ou artes, apesar de seu talento ter se manifestado desde cedo. Até hoje trabalha com outras formas artisticas além da animação, como pinturas, ilustrações e cartazes. Durante o Papo, exibiu alguns de seus trabalhos feitos com sua técnica favorita, o carvão (foto acima).

Em 1977, após seis anos estudando biologia, Priit decide produzir o seu primeiro desenho animado, Kas maakera on ümmargune? (A terra é redonda?), onde já se reconhece seu traço e estilo inovadores. Em um país que até o início dos anos 90 era controlado pela antiga União Soviética, o estilo autoral e vanguardista de Pärn (que influenciou gerações de animadores em todo o mundo) pode ser visto também como uma afirmação política. "Quando se vive em um regime autoritário, é preciso ser criativo para afirmar sua individualidade, e o humor absurdista de meus trabalhos foi a forma que encontrei para fugir da uniformidade", afirmou o animador.


Priit e Olga Pärn, durante o Papo Animado no Memorial da América Latina, em São Paulo


Um dos filmes apresentados, 1895, é uma verdadeira viagem de Pärn investigando a origem do cinema. De maneira semelhante, Karl and Marylin desconstrói dois mitos e os recolocam no mesmo século XX, de maneira divertida e surreal. Após a exibição dos curtas, o público pôde fazer perguntas aos dois criadores, e uma delas foi a respeito da sexualidade e da violência contida nesses filmes. Priit respondeu que elas só estão em seus trabalhos porque também fazem parte da vida, e Olga acrescentou: "Ninguém perguntava a Bergman ou Pasolini sobre a necessidade do uso de certos elementos de violência ou erotismo em seus filmes, pois estes eram intrísecos à obra. O mesmo acontece com nossos filmes de animação." Priit fez questão de frisar que, apesar de alguns de seus trabalhos serem voltados para o público infantil, seu trabalho não segue regras estipuladas pela TV ou outra mídia específica, e que animação não é algo somente para crianças.

Sobre o jogo de hoje, o diretor se adiantou em dizer que vai torcer para que seu país faça uma boa partida, mas agora que conheceu o Brasil não vê muito problema caso nossa seleção vença. Além disso, Priit nos mostrou que, apesar de seu país ocupar um espaço modesto no ranking da FIFA, figurando apenas em 112º, em matéria de animação os estonianos batem um bolão!

Sunday, July 26, 2009

Amid Amidi e o Cartoon Moderno


O Papo Animado com Amid Amidi, que aconteceu nessa quinta-feira, foi uma verdadeira aula de estética sobre os cartoons americanos da década de 50. Esse período é considerado por estudiosos hoje como um dos mais férteis da história da animação, considerando a originalidade do que era produzido até mesmo pelos grandes estúdios da época, como o de Walt Disney. A apresentação foi baseada no livro de sua autoria, o Cartoon Modern, um estudo que levou 7 anos de pesquisa e mais de 40 entrevistas com profissionais da animação para ser concçuído. Mas a sessão teve a vantagem da exibição dos curtas, que deu ao público do Memorial uma dimensão maior do que quando se vê apenas as ilustrações do material impresso.



Algumas das cabeças por trás do lendário UPA


Amid mostrou como se deu essa renovação e quebra de paradigmas estéticos através do trabalho de grandes desenhistas e diretores que aos poucos foram conquistando maior liberdade dentro dos estúdios. Alguns deles em breve integrariam a conceituada UPA (United Productions of America). Ward Kimbal, por exemplo, foi o único artista que, segundo Amidi, fora chamado de "gênio" por Walt Disney. Para se ter uma idéia da revolução que Kimbal implementou no estúdio, Amidi comparou em dois quadros um desenho do filme Peter Pan, em 53, e outro feito pouco mais de um ano depois:


Este em primeiro plano é um trecho de um filme que, nas palavras de Amidi, "é uma bíblia da animação em Los Angeles. Uma fonte de inspiração até hoje, pela riqueza na caracterização dos personagens." O curta se chama Toot Whistle Plunk and Boom, uma animação divertidíssima onde o Professor Coruja dá uma aula sobre a história da música, do homem das cavernas aos dias de hoje, explicando os quatro tipos básicos de instrumentos. Amidi explicou também a forma harmoniosa em que o design interagia com os movimentos, e a animação limitada a apenas algumas partes da cena criava um efeito cômico realçado, enquanto que dinamizava o tempo e o orçamento da produção.


Cena do clássico Toot Whistle Plunk and Boom, de Ward Kimbal.

Entre outros filmes exibidos, Amidi ressaltou a importância de artistas como Tom Oreb e Ed Benedict na criação de personagens como Zé Colmeia, Bob Pai e Bob Filho, etc, cujas formas e silhuetas são simples e eficientes, comunicativas. O estilo deles hoje influencia trabalhos comtemporâneos como Madagascar e Ren & Stimpy, de Tom McGrath. E a crítica que Amid faz a maioria das animações de hoje em dia é justamente o excesso de estilização, onde falta personalidade às figuras.


Um esboço do querido Zé Colméia vs. a hiper-estilização atual.

Como último filme da sessão, Amid Amidi selecionou o seu favorito. Fleubus, de Ernie Pintoff, traz uma abordagem mais introspectiva dos personagens, outra quebra de paradigmas em uma era onde a ação frenética e animais com atitudes humanas eram mais valorizados nos desenhos. Na animação, Flebus ama todo mundo e todos amam Flebus, exceto Rudolph. que recusa todos os seus presentes. Ambos procuram um psicanalista freudiano, que ironicamente dá o mesmo diagnóstico para os dois: “O seu prrrroblema é... você é neurrrrótico!”:


Wednesday, July 22, 2009

Nessa quinta: Papo Animado em duas sessões

Amidi Amid em seu habitat natural: em meio a cartoons e desenhos.

Já está garantido que a noite de hoje vai ser duplamente animada. É que a sala 2 do Memorial está reservada para receber em sequência duas sessões do Papo Animado. A primeira, às 19h, é com Amidi Amid, assumidade em animação e co-criador do site Cartoon Brew. Sobre o Amidi já falamos aqui, e essa vai ser a vez do público de São Paulo conferir a seleção de curtas selecionados por ele.

Priit Pärn, da Estônia, lugar onde os tremas,

banidos na nossa nova ortografia, ainda encontram refúgio.


Logo depois, às 21h, o encontro é com Priit Pärn, que irá mostrar o que é que a Estônia tem em matéria de animação. Daqui, já podemos adiantar que não é pouca coisa. Esse cantinho da Europa, com menos de um milhão e meio de habitantes, é um verdadeiro reino encantado da animação, onde provavelmente se encontra a maior densidade populacional de animadores, e se produz alguns dos filmes mais loucos e inovadores desta linguagem.

Karl and Marilyn, de Priit Pärn (Estônia, 2003)

Pärn é conhecido pelo seu estilo surrealista – cujo traço inspirou uma série de artistas contemporâneos, como a série Rugrats, do canal Nickelodeon – e pelo humor ácido de filmes como Hotel E. Para o bate-papo, está programada a exibição de dois de seus curtas (1985 e Karl and Marilyn), o poema animado Ma kuklas tunnen eluaegset kuulie e dois engraçadíssimos comerciais de bebida feitos por ele (confira os detalhes aqui).


Friday, July 17, 2009

Papo Animado com Michel Ocelot

No embalo das comemorações do Ano da França no Brasil, o Anima Mundi recebeu a visita do francês Michel Ocelot no Papo Animado de ontem. Ocelot é considerado um mestre no cinema de animação infantil, e aproveitou o encontro para contar sobre os percalços de seu inicio de carreira, comentando com muito bom humor alguns de seus primeiros trabalhos, além de revelar em detalhes as técnicas usadas.

Sobre o primeiro, Les 3 Inventeurs (Os 3 inventores), Ocelot revelou: "Tive muita dificuldade nesse meu primeiro filme. Na época em que foi feito, não haviam escolas de animação, se algo não desse certo, você tinha que tentar de novo com base na intuição. Por isso até hoje não sei como fazer de verdade", brincou.

Após a exibição do curta, Ocelot mostrou alguns dos personagens, feitos com recortes de papel branco e "aquela renda de papel que colocamos debaixo de bolos e tortas", todos presos à tela filmada com fita adesiva transparente. A inusitada matéria prima e o complexo esforço exigido para que a animação fosse feita resultaram em um filme de beleza estética impressionante. "Realizei esse pequeno filme para mostrar ao mundo que existia. Mas não tive muito sucesso nisso."


Após os 3 inventores, Ocelot investiu em um filme muito mais simples. La légende du pauvre bossu (A lenda do pobre corcunda) tem "poucas cores, nenhum diálogo e muito pouco movimento. Ironicamente, com este ganhei o Cesar de Melhor Animação".

Depois, uma surpresa: Ocelot incluiu em cima da hora um outro curta na programação, uma animação clássica em 2D cuja fonte era uma vita VHS de seu acervo! Les quatre voeux mostra o que acontece quando São Martinho resolve atender os pedidos absurdos (e pornográficos) de um casal que aparentemente se odeia. Realmente inesperado, o filme arrancou gargalhadas da sala .

Dando continuidade de seu trabalho com silhuetas, Ocelot apresentou três episódios da série de TV Les contes de la nuit, onde grandes lendas são reimaginadas sob seu estilo peculiar. Icare, La Belle Fille et le Sorcier e Le Prince des Joyaux foram os episódios selecionados.


Sobre a série, Ocelot explicou: "Gosto de fazer curtas, onde tenho liberdade total, mas para eles não há mercado, somente nas séries televisivas." Satisfeito por ter conciliado um trabalho autoral com as exigências da TV, Ocelot revelou como começou na animação: "Antes dos 3 inventores, trabalhei em uma história sobre patos (como todos)."

Na conversa, ainda sobrou espaço para Ocelot revelar detalhes de como foi trabalhar dirigindo um clipe da cantora Bjork, após a islandesa ter se encantado com seu maior sucesso, Kirikou (sua filha havia assistido o dvd japones e decorado as falas nesse idioma!). O resultado foi o clipe da canção Earth intruders.


E para fechar o encontro, Ocelot fez questão de mostrar "a criança que mudou minha vida". Em uma edição que mostrava como Kirikou fora dublado em diversos idiomas, ficou evidente o êxito que o longa teve em todo o mundo. E para que o trabalho mantivesse sua integridade, o diretor contou como luto contra todas as exigências do produtor, numa produção que durou mais de 4 anos. O tempo provou o quanto a persistência valeu a pena.


O animador disse ter se adaptado muito bem às tecnologias em 3D, mas diz ter saudades das velhas técnicas que o consagraram. "O uso do 3D proporciona muitas coisas boas, mas sua fraqueza é justamente o poder que ele tem: pode-se imitar tudo. Nas técnicas em 2D o espectador entende de imediado o que é proposto: que aquilo é uma brincadeira onde ele é convidado a entrar, há um pacto com a simplicidade." Para os próximos trabalhos, Ocelot pretende voltar ao 2D se utilizando das novas tecnologias. Pela beleza de seu trabalho, só podemos esperar coisa boa vindo aí.

Para quem perdeu o bate papo no Rio, os curtas serão re-exibidos na Sessão Michel Ocelot, hoje às 18h no Cinema CCBB. E nesse domingo todos os longas da mostra especial Michel Ocelot serão exibidos no Odeon a partir das 15h30.

E em São Paulo, o Papo Animado vai acontecer na próxima quarta-feira, às 19h no Memorial Sala 2.

A boa do fim de semana

Quem for ao Anima Mundi nas noites de sexta e sábado já tem dois programas bem animados:



Hoje, às 21h na Praça Animada, será exibido o longa Sita Sings the Blues, de Nina Paley, uma interpretação do épico indiano Ramayana. Nessa versão não vai faltar números musicais coreografados ao ritmo do jazz, vocal dos anos 20 de Annete Hanshaw e centenas de figurantes: macacos voadores, monstros perversos, deuses, deusas, guerreiros, sábios e olhos alados. E atenção para o subtítulo do filme: "A Maior História de Separação Jamais Contada."


E amanhã, no mesmo horário, a boa é conferir a sessão especial de Coraline, a animação stop-motion baseada na obra do escritor e quadrinista Neil Gaiman. O filme tem a estrutura narrativa e a atmosfera sombria das fábulas infantis tradicionais, como as dos irmãos Grimm. Segundo o diretor Henry Selick, "alguns filmes da Disney, como Branca de Neve, Pinóquio e Alice no País das Maravilhas exploram o medo com muita eficiência". Coraline é o primeiro longa-metragem de stop-motion filmado e exibido em projeção estereoscópica 3D, mas ainda assim Selick decidiu manter a estética do stop-motion, porque "essa técnica é imperfeita, o trabalho é tocado pela mão do artista, você sente a força da vida. É impossível atingir a perfeição". Para entendermos isso de perto, alguns dos bonecos usados na animação serão expostos na Praça Animada!


E para mostrar como esse visual apurado foi conseguido, antes da exibição do longa teremos um bate-papo com Scott Tom, construtor de bonecos (trazendo alguns dos bonecos feitos por ele para o filme), e Mike Cachuela, co-supervisor de storyboard. Mike ainda ministrará o workshop "A criação do seu filme", hoje no Rio e dias 22 e 23 em São Paulo (saiba mais aqui).

Tuesday, July 14, 2009

Papo Animado: Amid Amidi

O Papo Animado de hoje é com um especialista. Essa é a palavra mais sucinta e precisa para definir Amid Amidi quando o assunto é imagens em movimento. Autor de inúmeros livros, editor da revista Animation Blast e co-criador do site Cartoon Brew, Amidi trabalha com animação desde os 9 anos de idade, e é capaz de mapear em detalhes a evolução dos desenhos animados desde seus primeiros dias até as tendências estéticas mais atuais. Ministra palestras em diversas retrospectivas de grandes festivais de animação como o Fredrikstad (Noruega), Projector (Escócia), Platform (Portland) e a San Diego Comic-Con.

Cena de Dixieland Droopy, de Tex Avery (1954)

Esse ano o Anima Mundi tem uma sessão com curtas selecionados por Amidi. E amanhã os cariocas terão a oportunidade de assisti-los com apresentação do curador às 19h30, na sala de cinema do CCBB.

Friday, July 10, 2009

Como foi feito o primeiro longa-metragem animado no Brasil?



O trecho desse documentário nos dá uma idéia da paixão que dois brasileiros tinham pela animação durante as décadas de 40 e 50. Foi graças à perseverança dos irmãos Anélio Latini Filho e Mário Latini que surgiu Sinfonia Amazônica (1953), o primeiro longa-metragem animado do Brasil, sonho que levou mais de seis anos para ser concluído.


Anélio, sempre autodidata, trabalhou sozinho na criação dos personagens e dos cenários, utilizando mais de 500 mil desenhos para fazer a animação. E tudo isso contando com poucos recursos financeiros, juntados através da venda de algumas suas telas. O irmão Mário foi quem filmou, utilizando uma câmera Ernemann Krupp. Filmado em preto & branco, a partir de um argumento do folclorista Joaquim Ribeiro, Sinfonia Amazônica narra sete lendas do Amazonas, apresentando personagens como o malandro Jabuti, exímio tocador de flauta, a Cobra Grande, mãe de todas as águas, o Urutáu, pássaro apaixonado pela Lua, e o Curupira, o protetor da floresta. Veja a seguir um trecho do filme:




E para falar da trajetória desses pioneiros do gênero no país, convidamos Márcia Latini, filha de Mário, para o primeiro Papo Animado desse ano, que acontece hoje às 19h30 na sala de cinema CCBB. Márcia irá contar detalhes dessa produção e de outros trabalhos de seu pai e tio, além sua luta para preservar e restaurar a obra desses mestres e amantes da animação. Infelizmente, o descaso com o nosso patrimonio cultural é tema recorrente em debates que tratam da memória do cinema nacional.

Monday, July 6, 2009

Papo Animado 2009: Saiba quem são os convidados

Sempre concorrido nas edições do Anima Mundi (no ano passado, os ingressos se esgotaram em tempo recorde!), o Papo Animado é o espaço onde se debate o cinema de animação de todos os tempos. No cardápio desse ano, teremos os pioneiros da arte no Brasil, autores de sites especializados e grandes criadores. Veja quem são:

Amid Amidi é uma autoridade quando o assunto é animação, e seu site, o CartoonBrew, uma referência. Autor de três importantes livros sobre o tema, Amidi vai mostrar o que há de mais novo e mais raro nesse universo, contextualizando os milhares de sites e blogs que tratam do assunto.


Priit Pärn é o maior nome da animação da Estônia. E engana-se quem acha que isso não é grande coisa: em um país de menos de um milhão e meio de habitantes, é onde encontramos a maior densidade populacional de animadores do mundo! Esse cantinho da Europa é celeiro dos filmes mais loucos e inovadores do gênero, e Pärn, com seu estilo inconfundível que influência gerações desde os anos 70, faz parte dessa história.

O francês Michel Ocelot, bem conhecido do público por seus quatro belos longas já lançados em circuito no Brasil, virá pela primeira vez ao festival mostrar sua trajetória autoral desde seus curtas, como o premiado "Les Trois Inventeurs". Nascido na Côte d'Azur, Ocelot se mudou muito cedo para a Guiné, no oeste da África, e isso certamente influenciou a pluralidade cultural de suas narrativas, geralmente fábulas animadas. Seu primeiro longa-metragem, "Kirikou e a Feiticeira", conquistou diversos prêmios, entre os quais o Grand Prix em Annecy. A participação de Ocelot em Anima Mundi faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil.

Os irmãos Anélio Latini Filho e Mário Latini são os criadores do primeiro longa-metragem em animação do Brasil. Sinfonia Amazônica, de 1947, foi feito (literalmente) pelas mãos de Anélio, que criou cerca de 500 mil desenhos (entre croquis, artes-finais, cenários e desenhos definitivos em folhas de acetato), e filmado pelo irmão Mário, utilizando uma câmera Ernemann Krupp. Para esse Papo Animado, convidamos a filha de Mário, Márcia Latini, para contar detalhes da trajetória desses verdadeiros pioneiros.

O Papo Animado vai acontecer no Rio nos dias 11 (Irmãos Latini), 15 (Amidi Amid), 16 (Priit Pärn) e 17 (Michel Ocelot) às 19h30 na Sala de Cinema CCBB e em São Paulo nos dias 22 (Ocelot), 23 (Pärn e Amid) e 25 (Irmãos Latini) às 19h no Memorial Sala 2.