Tuesday, February 9, 2010

Up wins the Annie Award


The animated feature Up is really flying high. The movie was the winner for best animated feature at the 37th annual Annie Awards, and director Pete Docter also won the award for directing in a feature production. Coraline, another big favorite, featured in the last year's Anima Mundi, took the prizes for best soundtrack, best production design and best character design.

Te ceremony also gave honors to Tim Burton, Bruce Timm, from Batman - The Animated Series, and Jeffrey Katzenberg, cofounder of DreamWorks. They have received the Winsor McCay Awards for their career achievements in animation.


The Annie Awards is considered a preview for the Academy Awards animation categories, and just one year the Annie Winner didn't take the Oscar too. And this time Up also runs for the Best Picture in the Academy Awards!

Friday, January 29, 2010

Anima Mundi 18 years

What have you done (or what you'll do) at the age of 18? Took your driver's license? Got into college? Apart from the usual changes, the 18th anniversary comes along with many rites of passage, and some of them only each one of us can tell. And the same goes for a festival. In 2010, the Anima Mundi turns 18 and wants to give a big party. And one of the news in this year's edition is that everyone can participate of the program!

Anima Mundi 18 years

Help us choose the 18 best films of the 18 years of Anima Mundi!

Login to our website personal area, find the special form and send us your message with up to three of your favorite films you want to watch again in 2010. If possible, send us the complete information with Title, Author and Country of each film. But if you don’t remember everything, no problem: just send us the best description you can make of the film, and we will find a way to identify your choice.

Please send us your vote before March 23rd. Among the participants, 18 will be awarded with special invitations to the festival, including, of course, tickets to the 18 Years Screening!

Friday, January 22, 2010

ENTER YOUR FILM!

You may already submit your film for the pre-selection of ANIMA MUNDI 2010.
The Festival will take place in Rio de Janeiro from 16 to 25 July and in São Paulo from 28 July to August 1st.
Deadline for submissions is March 23rd.
Please find entry-forms and rules at
www.animamundi.com.br

Wednesday, December 16, 2009

And the "European Oscar" goes to...

The end of the year comes, and with it the awards for the best films of 2009. Last december 12 it was time for the prestigious European Film Awards, that took place in German. And the winner in the Animation Category of the year was ... Mia et le Migou, by Jacques-Rémy Girerd!

Mia was competing with other 17 finalists, and the jury was composed of more than 2,000 professionals of all Europe. Not just anything, isn't it? According to Jacques-Rémy, via email, the ceremony was "touching, funny and great". And he added: "Rio gave the signal ! Merci"
That's it, in Anima Mundi 2009 in Rio the film got its very first award! Mia et le Migou was elected the Best Feature Animation by the public vote both in Rio as in São Paulo!

In the official website of Drôme department, you wil be able to watch a revealing photografic essay on how the Mia et le Migou was made - pratically a handmade animation.

Wednesday, December 9, 2009

Coraline leads the Annie Awards nominations

The zoetrope-shaped
Annie Award trophy


Henry Selick's Coraline is the favorite animation for the 37th Annie Awards, a prize given by the International Animated Film Society. The english feature received 10 nominations, beating Up and The Princess and the Frog. In this year edition of Anima Mundi, the audience had the opportunity to see a special presentation of Coraline and have a conversation with the animation crew of Laika Studio, who worked on the puppets and de stop motion animation of the movie. Here in the blog, you can see how was the presentation here, and also check an interview with Scott Tom, one of the coordinators of the studio, here.


Coraline


Other contenders for the Best Animated Feature prize include The Fantastic Mr. Fox and Cloudy With a Chance of MeatBalls.

Sunday, December 6, 2009

Saludos del Planeta Bacán

The partnership between MUAN, Anima Escola and the Planeta Bacán project was a success! Our friends from Chile said they've been surprised with the quality of the short films produced by the students from the schools included in the campaign. According to Cecília Anriquez, from IBM Chile, "great part of this success comes from the preparation process given to the educators. And, from now on, the students will certainly wish to participate in the next edition of Anima Mundi!" :)


Watch here the competition winner short film, En el amor y en la guerra todos reciclamos:





The films were always produced under the theme "An intelligent planet". And the result was really clever, isn't it? You can check all the other shorts (and also improve your spanish) in Planeta Bacán website's gallery.

Tuesday, December 1, 2009

Anima Escola 2009


Está em pleno curso o Anima Escola 2009, um programa de capacitação na linguagem da animação especialmente concebido para as escolas. Pelo 8º ano consecutivo, o projeto é realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, e busca desenvolver nos alunos e professores sua própria expressão artística, construindo sua consciência crítica frente à massiva utilização desta linguagem pelos meios de comunicação. Além, é claro, de proporcionar aos envolvidos a experiência de criar seus próprios filmes animados!


Mais uma vez, o software MUAN é parceiro na empreitada, facilitando o processo e "revelando" com agilidade o resultado final dos trabalhos para os alunos. E mesmo depois de finalizado o projeto, o professor pode continuar trabalhando com seus alunos, criando e produzindo filmes de animação.

Aida Queiroz, uma das diretoras do Anima Mundi, no processo
de capacitação dos professores da Rede Municipal do Rio



Apesar de não ser o objetivo final do Anima Escola, alguns dos filmes produzidos pelos alunos acabam ganhando visibilidade fora do programa. Foram os casos, por exemplo, do Pequeno Cordel do Sapo Voador, que ganhou o prêmio de melhor roteiro no Festival MostraMundo de Recife, em 2005, e do divertido (e talvez assustador) Baletéia e a Boneca Misteriosa, filme criado na oficina realizada no Núcleo de Artes Alencastro Guimarães (RJ), que ganhou menção honrosa no 13º Vitória Cine Vídeo, em 2006.

Cena da animação Baletéia...,
que pode ser assistida aqui


Sunday, November 15, 2009

MUAN e o Planeta Bacán


Todo ano no festival, durante as oficinas do Estúdio Aberto, o público tem acesso livre a diferentes maneiras de se fazer animação. Para que isso aconteça, o Anima Mundi se utiliza de um software de acesso livre também. Trata-se do MUAN, um sistema de código aberto para animação quadro-a-quadro, desenvolvido graças a uma parceria entre o festival, o IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e a IBM.

O MUAN possui uma interface gráfica que permite a rápida criação, edição, manipulação e visualização de animações, utilizando câmeras conectadas ao computador. Com ele, a dinâmica das nossas oficinas fica garantida, no momento em que o público tem acesso imediato ao que produziu e também quando acessa sua animação assim que as subimos para o mural do site.

Fora o festival, o MUAN atua em vários outros projetos (inclusive no Anima Escola, que circula entre algumas redes municipais de ensino do país). E sua ultima parada foi no Chile, onde, a convite da Fundación Gabriel & Mary Mustakis e da IBM Chile, participou do projeto Planeta Bacán.


A idéia, como o espanhol sugere, é bacana mesmo: trata-se de um concurso local para a realização de curtas animados feitos por crianças e jovens tendo como tema “um planeta inteligente”. Para isso, era necessário que os educadores envolvidos fossem capacitados para o uso da linguagem da animação nas diversas entidades de ensino participantes do concurso. E foi aí que entrou Marcos Magalhães, cineasta de animação e diretor do Anima Mundi, junto com Bernardo Mendes, designer (deste blog, inclusive!), animador e coordenador técnico do Anima Escola, ministrando uma oficina com o MUAN para 12 educadores.



Depois de toda introdução teórica, que incluiu a história do do desenvolvimento da animação em Stop-Motion e apresentação de filmes realizados a partir dessa técnica, como o Animando, de Marcos Magalhães e La Família Futeboleira, realizado com o software MUAN em uma escola argentina, além de diversos filmes resultantes das oficinas do Projeto Anima Escola. Em seguida, foram feitas experiências práticas com elaboração de cenas de animação, usando técnicas de pixilation e desenho animado 2D, sempre visualizando e editando o resultado através do MUAN. O interesse (e adequação) dos participantes não podia ser melhor. Nossa equipe voltou de Santiago do Chile com a certeza de que o projeto Planeta Bacán é uma excelente iniciativa, e ficamos muito contentes em colaborar!

Para quem também se interessa em produzir animação e ainda não conhece o MUAN, ele pode ser baixado, junto com seu tutorial, aqui. E já que falamos hoje sobre softwares en código aberto, falaremos em breve aqui também de animação em cultura livre (creative commons).

Sunday, November 1, 2009

O foguete animado de Luca Frattini

Todo ano, dentro e fora do período de inscrições, o Anima Mundi recebe centenas de videos com o intuito de participar da seleção para as mostras. A oferta cresce a cada ano, e a seleção acaba sendo cada vez mais criteriosa. Mas não é todo dia que recebemos pura e simplesmente manifestações de carinho em forma de animação! Foi o caso do arquivo em flash que o animador italiano Luca Frattini mandou para gente e que resolvemos dividir com vocês aqui:

video

A animação veio anexada durante a troca de emails entre Luca e Letícia Cruz, secretária geral do festival, que cuidava da premiação que o diretor recebeu este ano do Festival. E, como o autor sempre pode explicar melhor, tomamos a liberdade de colocar as palavras dele aqui:

"Ok, Letícia, You've got Olympic Games, you've got FIFA World Cup and the
coolest Animation Festival in the World, and NOW you have my Sirius Rocket
too!
What else could you want ?
:-)) "

("Ok, Letícia, vocês já têm as Olímpiadas, a Copa do Mundo e o Festival de Animação mais legal do Mundo, e AGORA possuem também o meu Foguete Sirius! O que mais poderiam desejar?")

Nem precisamos dizer o quanto é legal receber um "mimo" desses, né? :)

Com base na Itália, Luca Frattini é participante assíduo de festivais internacionais de animação. Aqui no Anima Mundi, já teve dois de seus filmes exibidos, Le Due Cose Preferite Dagli, em 2007, e Mankind, the Earth and the Universe, na edição desse ano. Fora esses, mais quatro de seus filmes podem ser encontrados na galeria do Anima Mundi Web (é só digitar o nome de Luca Frattini na busca por filme/autor). E para quem quiser saber mais sobre o seu trabalho, seu site oficial é o http://www.gettatelancora.com/.

Tuesday, October 27, 2009

28 de Outubro - Dia Internacional da Animação (DIA)

No dia 28 de Outubro de 1892, o francês Émile Reynaud fez a primeira projeção pública de um espetáculo de imagens animadas no mundo. Este evento aconteceu três anos antes da afamada primeira projeção do Cinematógrafo dos Irmãos Lumière em dezembro de 1895.



O Teatro Óptico de Reynaud tinha quase todas as características que até hoje compõem um espetáculo cinematográfico ou multimídia moderno: ação dramática, personagens, narrativa, emoção, música, participação do público... tudo feito à mão, imagem por imagem, num laborioso e inspirado trabalho artístico que mesclava com maestria preparação e performance improvisada no palco. No entanto, o "cinema" dos Irmãos Lumière ganhou mais reconhecimento histórico, apesar de suas pobres cenas cotidianas que não mostravam nada além da imagem pouco nítida de um "trem chegando na estação" ou de "operários saindo da fábrica". Existem várias razões para a imagem fotográfica dos Lumière ter prevalecido sobre a fantasia nos livros de história do cinema. Uma delas foi a própria atitude desesperada de Reynaud, ao constatar que seu cinema desenhado jamais alcançaria o resultado comercial do Cinematógrafo, que esvaziava o seu espetáculo ao mostrar um filme novo por semana! Como cada filme seu demandava pelo menos seis meses de trabalho, Reynaud anteviu a própria falência, e numa crise de depressão jogou quase todo o seu trabalho e equipamento no Rio Sena, destruindo evidências de seu talento. Como tantos outros artistas da época, Reynaud morreu pobre e esquecido.

Apenas nos anos 1970, Julien Pappé, um cineasta franco-polonês dublê de restaurador e apaixonado pelos primórdios do cinema, encontra dois filmes remanescentes de Reynaud e decide restaurá-los através de uma traquitana que os converte para película 35mm. Ao fazê-lo, Pappé se encanta a tal ponto que, em 1993, escreveu em um artigo para o Festival de Annecy,: "Não foi Lumière quem inventou o Cinema!"



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Autour d une cabine, de Emile Reynaud (1894)

Em 1996, na quarta edição do Anima Mundi, trouxemos ao Rio a magnífica exposição ANIMAGIA, do Museu-Castelo de Annecy. A mostra contava com uma reprodução em escala natural de um "animatronic" de Emile Reynaud e seu Teatro Óptico, que exibia para o público os filmes restaurados por Pappé. Desde que a obra de Reynaud pôde ser novamente mostrada ao público, ele vem sendo reconhecido como um verdadeiro pioneiro, não só da animação como de todas as formas de imagens animadas (incluindo aí o cinema fotográfico!).

Maquete do Teatro Óptico na exposição ANIMAGIA (1996)

É por isso que, em 2002, a ASIFA (Associação Internacional de Festivais de Animação) decidiu inaugurar um Dia Internacional da Animação na mesma data da primeira projeção do Teatro Óptico, 28 de outubro. Em 2004, a AFCA (Associação Francesa de Cinema de Animação) se juntou à ASIFA no empenho de tornar a data mundial. Na ocasião, o Anima Mundi foi procurado através da ASIFA e repassou o contato à recém constituída ABCA (Associação Brasileira de Cinema de Animação), sabendo que esta seria mais uma ótima oportunidade de promoção para a nossa categoria profissional no Brasil.

A ideia vingou e o DIA (Dia Internacional da Animação) cresceu! Em 2007 o Anima Mundi teve a honra de ser escolhido pela associação para receber neste dia o Troféu ABCA, prêmio que guardamos com muito carinho em nosso acervo.

Desde então, o DIA vem ganhando peso e repercussão em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil onde é comemorado em vários eventos. Este ano, o DIA alcançou inclusive o reconhecimento e apoio de patrocinadores como a Petrobras. Consulte a programação completa no site:

É curioso que no Brasil o dia 28 de outubro já seja também o Dia do Servidor Público...
Na verdade, a função do animador tem algumas semelhanças com o servidor público: pode demandar igual dedicação, espírito público, lidar com muito papel e pode também encarar muuuito tédio em atividades repetitivas... ;-)

No DIA em que quisessem fazer uma homenagem conjunta a estas 2 categorias profissionais, eu creio que o melhor patrono seria o canadense Norman McLaren: lembrando que por quase 40 anos ele foi funcionário do governo canadense, no National Film Board, e ao mesmo um dos artistas de animação mais livres e inovadores que o mundo já conheceu. Só mesmo um gênio para realizar este paradoxo!!!
Marcos Magalhães

Thursday, October 22, 2009

Enquanto isso, no Rio de Janeiro...

O Curso Básico de Animação já está em andamento
na sede do Anima Mundi

Os alunos preparam seus storyboads e personagens
para a filmagem de uma cena em stop motion


O Curso Básico já está nas suas ultimas aulas, mas novos cursos de animação estão para começar em nossa sede em Botafogo! São os últimos dias para inscrição nos cursos Avançado (que começa no dia 4/11), Stop Motion (03/11) e Storyboard (5/12).

No curso Avançado, o aluno aprenderá a elaborar storyboards, fazer estudo de personagens e planejamento de cenas. A finalização tambem faz do programa de curso, que levará o aluno a produzir uma animação em papel ou massa de modelar totalmente finalizada, com trilha sonora.

O curso de Stop Motion ficará a cargo de Pedro Iuá, animador especializado na técnica, ganhador de vários prêmios com seu curta "Sushi-Man", mostrará nas aulas o processo de realização de um filme de bonecos de massinha, desde o seu planejamento, passando pela estrutura e construção de personagens, cenários e filmagem. Aulas teóricas e práticas desvendarão esta técnica de animação tão atraente e popular.

O Storyboard será ministrado por Tarso Pessurno. Tarso é ilustrador e desenhista de histórias em quadrinhos, com muita experiência em storyboards para desenhos animados, filmes de longa-metragem ao vivo e no mercado publicitário carioca. Ele é um dos principais storyboarders do chamado cinema da retomada.

Serão somente 20 alunos por turma! O pré-requisito exigido é que o aluno tenha, preferencialmente, a conclusão do Curso Básico de Animação ou demonstre experiência prévia. No caso do Storyboard, é preciso apenas que a pessoa interessada em participar do curso saiba desenhar.

No nosso site você encontra os programas completos dos cursos.

Wednesday, October 21, 2009

E o Anima Mundi chega a Alagoas!

Desde segunda feira a mostra "O Melhor do Anima Mundi Brasil" está no SESC de Arapiraca, principal cidade do agreste alagoano. Lá, além dos 35 curtas exibidos, o publico também está tendo acesso às oficinas de animação que podem acontecer simultaneamente à mostra. Aqui embaixo, você pode assistir a uma reportagem da Zóio TV, um website arapiraquense (conhecia o gentílico? :) ) que faz uma ótima cobertura dos acontecimentos artísticos e culturais da cidade:

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O Anima Mundi fica em Arapiraca só até amanha. Os curtas estão sendo exibidos no auditório da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) e as oficinas estão no Ponto de Cultura Candeeiro Aceso. A entrada para as sessões é franca!

Sunday, October 18, 2009

SESC apresenta: O Melhor do Anima Mundi


Tem gente que não sabe, mas o Anima Mundi não acontece só em julho - alguns projetos do festival duram o ano todo. É o caso do Melhor do Anima Mundi Brasil, que está há mais de dois anos viajando por todo o Brasil nas unidades do SESC!

Desde 2007, apresentamos curtas de animação nacionais que fizeram sucesso no festival com variados temas e técnicas de animação. As sessões, direcionadas ao público infantil, adulto e geral, já foram assistidas por mais de 25 mil pessoas e já passou por mais de 10 estados do Brasil. A mostra continuará viajando pelas unidades do SESC até fevereiro do ano que vem e seu próximo 'pouso' será nas unidades do estado de Sergipe.

Mas a participação do Anima Mundi não para por aí: há ainda a nossa parceria com o projeto A Escola Vai ao Cinema, promovido pelo SESC Nacional, que atua diretamente na formação de alunos e professores, com mostras de filmes e oficinas de cinema. O Anima Mundi passou a participar deste projeto em 2006, com suas oficinas de animação adaptadas de atividades do Estúdio Aberto e da metodologia didática do projeto Anima Escola. As oficinas incluem, além de uma introdução teórica à linguagem da animação, a produção de filmes de animação realizados, editados e sonorizados em sala de aula, realizados tanto por jovens e adolescentes quanto por professores e educadores, em duas turmas por cidade.

De 2006 a 2008, foram atendidos 1278 alunos em mais de 48 cidades diferentes, realizando 104 vídeos de animação. No mês passado, as oficinas foram nas cidades de Ananindeua e Castanhal, no Pará. Entre os trabalhos produzidos por lá, sempre podemos perceber uma forte ligação com a floresta e uma nítida preocupação ambiental, além das lendas locais que sempre estão presentes! Em breve disponibilizaremos aqui um pouco do resultado dessas oficinas.

Wednesday, September 23, 2009

Entrevista com Diogo Viegas

E não é que o Josué continua fazendo uma bela carreira? O curta de Diogo Viegas, premiado no Anima Mundi pelo Juri Popular do Rio como Melhor Animação Brasileira, ganhou no mês passado o prêmio de melhor curta no Festival de Gramado, competindo com 11 filmes que não eram de animação.

Fora isso, Josué e o Pé de Macaxeira esteve na programação de uma mostra de filmes de animação brasileiros na França, e em festivais de curtas em Goiania, Campina Grande, Aracati e Cabo Frio. E ainda foi o vencedor do Premio de Melhor Animação no fórum sobre cinema infantil Pensar Infância, que aconteceu no Rio de Janeiro no início desse mês. Pelo visto, a macaxeira é mesmo mágica! Abaixo, uma pequena entrevista com Diogo Viegas:

Como foi ganhar o premio de melhor curta-metragem em Gramado, sendo a única animação presente numa mostra competitiva de curtas “live action”?

Diogo: Geralmente em festivais de cinema as animações são tratadas como uma categoria à parte. Sem essa categoria, geralmente não somos selecionados. Portanto, já foi um privilégio ter sido um dos 12 curtas selecionados para um festival com a importância e com a história que tem o Festival de Gramado. Ser premiado e ainda em três categorias foi uma surpresa enorme. Mas Gramado vem mostrando que gosta de animações! Ano passado o Dossiê Rebordosa ganhou em duas categorias e esse ano Josué... ganhou em três. Pensando bem, ambos os curtas ganharam o prêmio de Melhor Curta Brasileiro no Anima Mundi 2008 e 2009. Será que o público do Anima Mundi está prevendo os futuros ganhadores de outros festivais?

Na premiação do Rio, você contou ao publico da sua satisfação em ganhar o premio pelo Júri Popular, explicando na premiação que era “cria do Anima Mundi". Mas além do gosto como espectador, você teve alguma formação especializada?

Diogo: A minha formação foi trabalhando! Eu comecei com 18 anos, estava terminando o 2º grau, e quem me deu a primeira oportunidade foram César Coelho e Aída Queiroz, dois dos quatro diretores do festival. Então, quando disse cria do Anima Mundi, fui realmente criado pelo festival, já que foi no estúdio deles, o Campo 4, que eles me orientaram nos primeiros passos na vida de animador. Além de ensinar como deveria ser feito e como melhorar, ainda me mostravam e indicavam filmes de animação fora dos estúdios tradicionais, como Disney ou Warner, que também são ótimos - eu adoro os clássicos -, mas os curtas que só podemos ver em festivais me fizeram enxergar animação de um modo mais amplo. Abriram pra mim um leque de possibilidades, maneiras e diversidades ilimitadas que podemos explorar dentro da mídia. Portanto, a minha formação básica foi no Campo 4 e acho que o César e a Aída nem sabem o tamanho da importância que eles tem pra todos que lá trabalharam...

E no festival? Quais filmes que você viu no Anima Mundi que te influenciaram diretamente?

Diogo: Eu posso falar horas sobre os filmes que vi no festival que me influenciaram e influenciam ate hoje. Eu gosto muito dos filmes do Alexander Petrov, especialmente O Velho e o Mar. É uma obra que só ele conseguiu fazer até hoje. Adoro os curtas da Aardman. Além dos Wallace e Grommit, o Creatures Comforts e o Loves me, Loves me not são brilhantes. Fora os curtas do Paul Drissen, Bill Plimpton, Andreas Hykade, só para citar alguns diretores. Mas o autor que mais me influenciou tanto como animador quanto na produção do Josué foi Michael Dudok De Wit. A primeira vez que vi O Monge e o Peixe, eu não pisquei! Era tão diferente visualmente do que eu conhecia, a animação tinha tanta personalidade e ao mesmo tempo era tudo tão simples e divertido que eu não sabia como processar todas as “informações” contidas naqueles seis minutos. Foi o curta que mais vezes eu vi! E sem sombra de dúvida, o meu curta só existe por causa deste. Porque não é a toa que o Josué é laranja...

Cena de O monge e o peixe, de Michael Dudok De Wit,

exibido em uma das primeiras edições do Anima Mundi.

Durante esse ano no Anima Mundi, se falou muito do processo de amadurecimento e profissionalização que já está acontecendo com a animação brasileira, com parcerias entre canais de TV, incentivos, etc. Você já consegue ver isso acontecendo? Ou ainda é difícil “viver de animação” no Brasil?

Diogo: Sim, para quem é da área, é evidente o crescimento do setor! Cada ano que passa, a animação nacional vem dando passos largos no sentindo de nos estabelecermos no mercado audiovisual. No momento temos diversas séries para TV sendo exibidas e outras em produção, coisa que ano passado não passavam de uma ou duas. Eu, por exemplo, estou na 2D LAB em plena produção da série Quarto do Jobi, que já está passando na TV Cultura e Canal Rá-Tim-Bum. Ao mesmo tempo, no estúdio estamos produzindo outra série em parceria com a Breakthrough, do Canadá, chamada Meu Amigãozão. Isso é apenas um exemplo, existem outras produtoras gerando conteúdo, não só para TV, como também com projetos de longa-metragem. E está sendo cada vez mais possível viver de animação no Brasil. Com diversos projetos acontecendo, a demanda de profissionais está aumentando. Na verdade, estamos até com falta em alguns setores, tendo que profissionalizar artistas para estas áreas com carência.

Episódio da série O quarto do Jobi, exibida na TV Rá-Tim-Bum.


E daqui pra frente? Tem mais animação sua vindo por aí?

Diogo: Eu tenho diversas idéias que quero desenvolver, mas agora ainda estou divulgando e curtindo o Josué nos festivais. Vendo as próximas surpresas que ele preparou pra mim. Porém, até final do ano, quero estar com uma idéia definida e pronta para começar a produzir ano que vem. Quem sabe um novo curta do Josué? É uma possibilidade...


E para quem quiser saber mais sobre a trajetória de Josué e o pé de macaxeira e também os trabalhos do Diogo, os blogs são: viegasestudio.blogspot.com ou diogoviegas.blogspot.com


Thursday, September 17, 2009

Mais um Curso vai Começar!

O Curso Básico de Animação continua a pleno vapor na sede do Anima Mundi em Botafogo, no Rio de Janeiro. Veja aqui algumas animações que os alunos já fizeram apenas nas 5 primeiras aulas!:

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A próxima turma já está para iniciar (a segunda do semestre).
Últimos dias para inscrição!
São somente 20 alunos por turma, todo o material é fornecido e vários exercícios práticos são realizados em sala.

As aulas serão às segundas e quartas, das 19h às 22h. No nosso site www.animamundi.com.br/Cursos você encontra o programa completo deste e de outros cursos.

Para maiores informações e matrículas, ligue para (21) 2543-8860 / 2541-7499 ou contate-nos através do e-mail curso@animamundi.com.br.

Wednesday, September 9, 2009

Mostra Internacional de Animação LGBT


No Anima Mundi, todas as visões, orientações, ideias, tendências são habitualmente representadas com a linguagem da animação em centenas de títulos. Mas este amplo universo tem sido mais recortado ao longo do ano por outros festivais, que exploram temas específicos.

Foi o caso da Íris - Mostra Internacional de Animação LGBT, que aconteceu no Centro Cultural da Justiça Federal, no centro do Rio até o dia 15 de Setembro passado. Os simpatizantes da animação puderam assistir a filmes de temática relacionada a diversidade sexual. Ao todo, foram 21 curtas de diversos países como África do Sul, Suécia, Reino Unido, Bulgária, Dinamarca e Turquia.

Entre os destaques esteve o brasileiro A descoberta de Luke, de Alan Nóbrega. Alan fez o curso de animação do Anima Mundi, e já está planejando uma continuação do curta! E agora, Luke? deve ficar pronto ainda esse ano.


A programação completa da mostra pode ser conferida aqui.


Friday, September 4, 2009

Animação 3D... em 3D!

A evolução dos estúdios Pixar tem sido acompanhada pelo público e equipe do Anima Mundi desde os primeiros curtas de John Lasseter, que sempre estiveram presentes no festival. Animadores como Doug Sweetland e MarkWalsh já estiveram no festival dividindo seus truques e talentos com os animadores brasileiros em workshops. Por isso não podemos deixar de recomendar que o nosso publico confira nos cinemas a nova animação da Disney/Pixar, Up - Altas aventuras.

O filme conta a história do velho rabugento e solitário Carl Fredricksen que, para não perder sua casa, resolve prender milhares de balões à chaminé e sair voando com ela para um paraíso perdido na América do Sul. Dessa vez a Disney só exibirá copias dubladas do filme. Muita gente prefere assistir às animações no idioma original, mas pelo menos a distribuidora irá brindar o público com a voz de ninguém menos que Chico Anysio no papel principal. A voz da menininha Ellie também é um show à parte. Pelo trailer oficial em português, dá pra se ter uma idéia de que o resultado ficou bem legal. :


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Dirigido por Pete Docter (Monstros S.A.) e com roteiro de Bob Peterson (que também escreveu Ratatouille), UP abriu o Festival de Cannes desse ano, onde foi muito bem recebido. Já não é novidade que a Pixar sempre prima pela qualidade das suas produções. O grande diferencial do filme deste ano será a forma que será exibido também nos cinemas daqui: das 331 salas do circuito onde Up será exibido, 75 contarão com projeção em 3D. Esse é o ano em que todos os grandes estúdios estão investindo forte nesse novo formato. E para uma animação feita em computação gráfica, as possibilidades de "imersão" em um filme exibido com efeito de três dimensões são grandes - o que deixa qualquer fã de animação no mínimo curioso!

Modelo do rabugento Carl, interpretado no Brasil por Chico Anysio

Ainda assim, para o produtor John Lasseter a técnica usada não é o mais importante em uma animação. Segundo o diretor de Toy Story 2, decisiva é a história, em torno da qual tudo deve girar: "Não pensamos a história em 3-D, naquele velho sentido de deixar o espectador de sobreaviso com os objetos lançados contra ele. O recurso nos interessou muito mais como uma janela para a amplidão e tessitura da imagem", afirmou.

De qualquer forma, o público de animação ainda terá muitas chances de conferir o novo formato com os filmes que vem por aí a partir de 2010, como
Shrek para sempre, da Dreamworks, e os relançamentos em 3D de Toy Story 1 e 2 e A bela e a fera.

Monday, August 24, 2009

Cursos de Animação 2009



Já estão abertas as inscrições para os cursos de Anima Mundi 2009!

Para contatos e maiores informações, é só clicar na seção cursos de nosso site.

Tuesday, August 11, 2009

Brasil & Estônia

Anúncio publicitário feito pela Federação da Estônia para o amistoso de amanhã, divulgado no país baltico como "O Jogo do Século".

Em 2009, a Estônia completa 100 anos de futebol em seu país. Para comemorar, Pareiko, Jääger, Piiroja, Bärengrub e Klavan, Vunk, Dmitrijev, Purje e Vassiljev, Viikmäe e Zenjov enfrentam a seleção brasileira em um amistoso nessa quarta, às 14h15 no horário de Brasília. E a terra dos tremas também marcou presença esse ano no Anima Mundi, com a vinda de Priit Pärn ao festival. O estoniano participou do nosso Papo Animado, onde apresentou um pouco de sua filmografia originalíssima e nos contou sobre a tradição que a animação desfruta em sua terra natal.

Saiu lá também: Priit e Olga Pärn em uma matéria sobre
o Anima Mundi do Postimees, da Estônia (clique para ampliar).




Com as salas lotadas no Rio e em São Paulo, Priit preparou uma sessão que incluiu diversas produções de sua autoria, como propagandas de duas bebidas locais, um poema tradicional estoniano animado por ele como parte de projeto coletivo com outros animadores, alguns curtas e trechos de um média metragem recente, feito em parceria com sua esposa, Olga Pärn.



Priit revelou que nunca cursou nada relacionado a cinema ou artes, apesar de seu talento ter se manifestado desde cedo. Até hoje trabalha com outras formas artisticas além da animação, como pinturas, ilustrações e cartazes. Durante o Papo, exibiu alguns de seus trabalhos feitos com sua técnica favorita, o carvão (foto acima).

Em 1977, após seis anos estudando biologia, Priit decide produzir o seu primeiro desenho animado, Kas maakera on ümmargune? (A terra é redonda?), onde já se reconhece seu traço e estilo inovadores. Em um país que até o início dos anos 90 era controlado pela antiga União Soviética, o estilo autoral e vanguardista de Pärn (que influenciou gerações de animadores em todo o mundo) pode ser visto também como uma afirmação política. "Quando se vive em um regime autoritário, é preciso ser criativo para afirmar sua individualidade, e o humor absurdista de meus trabalhos foi a forma que encontrei para fugir da uniformidade", afirmou o animador.


Priit e Olga Pärn, durante o Papo Animado no Memorial da América Latina, em São Paulo


Um dos filmes apresentados, 1895, é uma verdadeira viagem de Pärn investigando a origem do cinema. De maneira semelhante, Karl and Marylin desconstrói dois mitos e os recolocam no mesmo século XX, de maneira divertida e surreal. Após a exibição dos curtas, o público pôde fazer perguntas aos dois criadores, e uma delas foi a respeito da sexualidade e da violência contida nesses filmes. Priit respondeu que elas só estão em seus trabalhos porque também fazem parte da vida, e Olga acrescentou: "Ninguém perguntava a Bergman ou Pasolini sobre a necessidade do uso de certos elementos de violência ou erotismo em seus filmes, pois estes eram intrísecos à obra. O mesmo acontece com nossos filmes de animação." Priit fez questão de frisar que, apesar de alguns de seus trabalhos serem voltados para o público infantil, seu trabalho não segue regras estipuladas pela TV ou outra mídia específica, e que animação não é algo somente para crianças.

Sobre o jogo de hoje, o diretor se adiantou em dizer que vai torcer para que seu país faça uma boa partida, mas agora que conheceu o Brasil não vê muito problema caso nossa seleção vença. Além disso, Priit nos mostrou que, apesar de seu país ocupar um espaço modesto no ranking da FIFA, figurando apenas em 112º, em matéria de animação os estonianos batem um bolão!

Monday, July 27, 2009

Júri Popular SP: O Divino, De Repente é a Melhor Animação Brasileira



Foi o filme de Fábio Yamaji que levou o prêmio de Melhor Animação Brasileira, segundo a decisão do Júri Popular de São Paulo! O Divino, de repente mistura as técnicas de stop motion, pixilation, rotoscopia, lápis sobre papel e filmagem em super 16mm para dar vida aos repentes que Divino improvisa para contar sua história. Merecidíssimo! Veja aqui o Fábio recebendo o troféu Anima Mundi 2009:


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Sunday, July 26, 2009

Júri Popular SP: os premiados

Melhor Curta-Metragem:

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1º Lugar - MON CHINOIS - Cédric Villain - França
(Eleito o melhor filme também no Rio de Janeiro! Assista acima o curta legendado ou, se preferir, baixe o arquivo em alta definição no site do diretor)

2º Lugar - THIS WAY UP - Smith & Foulkes - Reino Unido

3º Lugar - WALLACE AND GROMIT: A MATTER OF LOAF AND DEATH - Nick Park - Reino Unido


Melhor Curta-Infantil:
1º Lugar - ACHADOS E PERDIDOS (LOST AND FOUND) - Philip Hunt - Reino Unido

2º Lugar - PAUL E O DRAGÃO (PAULTJE EN DE DRAAK) - Albert 't Hooft, Paco Vink - Holanda

3º Lugar - O REI DA ILHA (IL RE DELL'ISOLA) - Raimondo Della Calce - Itália


Melhor Animação Brasileira:
1º Lugar - O DIVINO, DE REPENTE - Fábio Yamaji - Brasil

2º Lugar - JOSUÉ E O PÉ DE MACAXEIRA - Diogo Viegas - Brasil

3º Lugar - O ANÃO QUE VIROU GIGANTE – Marão - Brasil


Melhor Filme de Estudante:

1º Lugar - FOR SOCK’S SAKE - Carlo Vogele - França/Estados Unidos

2º Lugar - OUR WONDERFUL NATURE - Tomer Eshed - Alemanha

3º Lugar - SECONDE CLASSE - Boris Belghiti - França


Melhor Longa-Metragem:
1º Lugar - MIA ET LE MIGOU - Jacques Rémy Girerd - França

2º Lugar - $9.99 - Tatia Rosenthal - Austrália

3º Lugar - THE GOOD SOLDIER SHWEIK - Robert Crombie - Ucrânia, Reino Unido


Prêmio Núcleo de Animação de Campinas:
L.E.R. - João Angelini - Brasil

ANIMA MUNDI WEB
Prêmio Popular:


CIDADÃO DE PAPELÃO - Ivan Mola - Brasil
Prêmio Profissional:

PIMIENTA - Juan, Mariano, Diego, Franco - Argentina

Premiação do Júri Popular de São Paulo

A Sala 1 do Memorial foi palco nesse domingo da sessão de encerramento do Anima Mundi 2009, com a entrega dos prêmios de melhores filmes eleito pelo Júri popular de São Paulo. A seguir, alguns momentos da sessão:

Da esquerda para a direita: o diretor Marcos Magalhães, um Andreas Hykade, a mesa de luz do Prêmio Núcleo de Animação de Campinas e mais três Andreas Hykades.


Mauro Souza recebe o prêmio Anima Mundi Celular (Júri Profissional) por A Roda.




Ivan Mola agradece aos amigos e familiares (que compareceram em peso!) pelo apoio em Cidadão de Papelão, ganhador do Anima Mundi Web segundo o Júri Popular.


César Coelho lembrou que essa edição do Anima Mundi marca a consolidação da indústria de animação no Brasil, e que o sucesso do Anima Fórum, que aconteceu pela primeira vez no Rio de Janeiro, é consequência disso. Produções nacionais estão estreando na TV à Cabo, no momento, 12 produções estão em andamento e mais de 50 Milhões estão sendo investidos. Para concluir, César disse: "Os responsáveis por isso são vocês. O Anima Mundi a cada ano ganha mais importância, e hoje é provavelmente um dos maiores festivais de animação do mundo. Mas a certeza que temos é que esse é o melhor público do mundo, e se hoje existe uma indústria, é graças a vocês."

Anima Mundi 2009: último dia!


Hoje se encerra mais uma edição do Anima Mundi. Mas ainda é dia de curtir algumas das 16 sessões da programação desse domingo e participar dos últimos momentos das oficinas do Estúdio Aberto.
E por aqui, um pouco do que anda acontecendo por lá:


Zootrópio


Curtas em apreciação na Galeria Animada


Camisetas, DVDs, Flip Book e outros mimos na lojinha


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Animação em Película


E às 20h é a vez do Júri Popular de São Paulo decidir quais são os melhores filmes do festival! As categorias são: Melhor Curta-Metragem, Melhor Longa-Metragem, Melhor Curta Infantil, Melhor Animação Brasileira, Melhor Filme de Estudante.
Logo após a sessão publicaremos o resultado, então até daqui a pouco!

Amid Amidi e o Cartoon Moderno


O Papo Animado com Amid Amidi, que aconteceu nessa quinta-feira, foi uma verdadeira aula de estética sobre os cartoons americanos da década de 50. Esse período é considerado por estudiosos hoje como um dos mais férteis da história da animação, considerando a originalidade do que era produzido até mesmo pelos grandes estúdios da época, como o de Walt Disney. A apresentação foi baseada no livro de sua autoria, o Cartoon Modern, um estudo que levou 7 anos de pesquisa e mais de 40 entrevistas com profissionais da animação para ser concçuído. Mas a sessão teve a vantagem da exibição dos curtas, que deu ao público do Memorial uma dimensão maior do que quando se vê apenas as ilustrações do material impresso.



Algumas das cabeças por trás do lendário UPA


Amid mostrou como se deu essa renovação e quebra de paradigmas estéticos através do trabalho de grandes desenhistas e diretores que aos poucos foram conquistando maior liberdade dentro dos estúdios. Alguns deles em breve integrariam a conceituada UPA (United Productions of America). Ward Kimbal, por exemplo, foi o único artista que, segundo Amidi, fora chamado de "gênio" por Walt Disney. Para se ter uma idéia da revolução que Kimbal implementou no estúdio, Amidi comparou em dois quadros um desenho do filme Peter Pan, em 53, e outro feito pouco mais de um ano depois:


Este em primeiro plano é um trecho de um filme que, nas palavras de Amidi, "é uma bíblia da animação em Los Angeles. Uma fonte de inspiração até hoje, pela riqueza na caracterização dos personagens." O curta se chama Toot Whistle Plunk and Boom, uma animação divertidíssima onde o Professor Coruja dá uma aula sobre a história da música, do homem das cavernas aos dias de hoje, explicando os quatro tipos básicos de instrumentos. Amidi explicou também a forma harmoniosa em que o design interagia com os movimentos, e a animação limitada a apenas algumas partes da cena criava um efeito cômico realçado, enquanto que dinamizava o tempo e o orçamento da produção.


Cena do clássico Toot Whistle Plunk and Boom, de Ward Kimbal.

Entre outros filmes exibidos, Amidi ressaltou a importância de artistas como Tom Oreb e Ed Benedict na criação de personagens como Zé Colmeia, Bob Pai e Bob Filho, etc, cujas formas e silhuetas são simples e eficientes, comunicativas. O estilo deles hoje influencia trabalhos comtemporâneos como Madagascar e Ren & Stimpy, de Tom McGrath. E a crítica que Amid faz a maioria das animações de hoje em dia é justamente o excesso de estilização, onde falta personalidade às figuras.


Um esboço do querido Zé Colméia vs. a hiper-estilização atual.

Como último filme da sessão, Amid Amidi selecionou o seu favorito. Fleubus, de Ernie Pintoff, traz uma abordagem mais introspectiva dos personagens, outra quebra de paradigmas em uma era onde a ação frenética e animais com atitudes humanas eram mais valorizados nos desenhos. Na animação, Flebus ama todo mundo e todos amam Flebus, exceto Rudolph. que recusa todos os seus presentes. Ambos procuram um psicanalista freudiano, que ironicamente dá o mesmo diagnóstico para os dois: “O seu prrrroblema é... você é neurrrrótico!”:


Saturday, July 25, 2009

Nesse sábado: The Good Soldier Shweik



A sessão das 23h do Memorial 2 hoje traz uma oportunidade única de conferir o longa The Good Soldier Shweik, de Robert Crombie. Única mesmo, já que, pelas palavras do diretor, seu filme foi proibido de ser exibido em um dos países de produção, a Ucrânia, e com isso enfrenta problemas de distribuição.

Baseado na baseada na famosa obra inacabada do humorista checo Jaroslav Hašek, Josef Shweik, um vendedor de cachorros de segunda mão, é convocado para a Primeira Guerra Mundial. No exército, o “idiota” Shweik é preso, dado como louco, usado como prêmio em apostas, e quase enforcado a caminho do front. Na adaptação de Crombie, Robert Crombie, o romance de Jaroslav Hašek foi finalizado com com base na famosa trégua de Natal de 1914, em que os soldados britânicos, alemães e franceses resolveram cessar fogo, trocando presentes e jogando futebol, sem o consentimento do Alto Comando Militar.


Com altas doses de humor negro, Soldier Shweik é um filme anti-guerra, que pelas suas ácidas críticas ao exército foi lamentavelmente retirado de circulação na Europa Oriental. Assista aqui o trailer.

Friday, July 24, 2009

O Grafite Animado no Memorial já é um sucesso!



São Paulo foi a cidade onde ocorreu a explosão do grafite brasileiro na década de 1980, tendo como um dos pioneiros o artista Alex Vallauri. Mais recentemente, artistas urbanos como Os Gêmeos, Donato e Binho Ribeiro ainda mantém os muros da cidade mais expressivos por meio de seus trabalhos. Com o grafite, a cidade vai ficando menos cinza, mais colorida, mais bonita. E talvez seja por isso que o público de São Paulo entendeu tão bem o conceito da instalação criada por Marcio Ambrosio e Sophie Klecker para o Anima Mundi. Veja aqui em baixo um pedacinho de um dos trabalhos:


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Bacana, né? Quem ainda não deu movimento ao seu grafite, ainda dá tempo: o Grafite Animado fica disponível de 14 às 20 horas lá no Memorial. E para conferir o resultado final das animações, é só acessar o mural no site.

Anima Mundi no CCBB SP

O CCBB SP: Rua Álvares Penteado número 112


O Memorial da América Latina é onde o público tem mais espaço tanto para assistir as sessões quanto para participar das oficinas do Estúdio Aberto. Mas vale lembrar que o Centro Cultural Banco do Brasil, localizado no centro de São Paulo, também oferece - e muito bem! - ótimas opções da programação do Anima Mundi. E o melhor: a entrada é gratuita! Para assistir os filmes, basta pegar sua senha, que é distribuída no dia da sessão à partir das 10h, na bilheteria.

A sala de cinema do CCBB: as portas só estão

fechadas na foto porque a sessão já começou!


Nesse sábado, às 15h, o horário está reservado para a sessão Infantil 7, e mais tarde, às 19h, é a vez do longa Peur(s) Du Noir, um conjunto de contos de terror e suspense já comentado aqui no blog. E no domingo, quem perdeu o Papo Animado com o ilustríssimo Pritt Pärn, poderá conferir os curtas que ele apresentou no Memorial a partir das 17h, e de quebra, ainda assistir seu média-metragem Elu Ilma Gabriella Ferrita, às 19h.

Cena do filme Elu Ilma... de Priit & Olga Pärn (2008)

Walt Disney Studios apresenta o making of de Bolt


Um estudo do supercão Bolt, mostrado por Renato e Leo
durante a apresentação na Praça Animada, no Rio.


Hoje, às 21h no Memorial 2, é a vez de São Paulo conferir a apresentação especial de Bolt, oferecida pelo brasileiro Renato dos Anjos e o espanhol Leo Sanchez-Barbosa, ambos animadores dos Estúdios Disney.

Antes da exibição do filme, a dupla preparou uma apresentação que vai mostrar minuciosamente a construção em 3D do personagem principal do filme, as referências usadas (certo clássico da Disney de mais de 50 anos serviu de inspiração para o cãozinho, criado com as modernas tecnologias digitais de hoje em dia), as mudanças recentes que ocorreram no estúdio após a fusão com a Pixar. É como um extra de DVD ao vivo, apresentado diretamente por dois profissionais que se envolveram de corpo e alma na produção desse filme, um divisor de águas nos Estúdios Disney. Foi a partir de Bolt que se implementou uma maior integração entre os departamentos do estúdio e uma preocupação maior artística nas produções.

Renato dos Anjos nasceu em São Bernardo do Campo, e quando tinha 14 anos, entrou como estágiário no estúdio de animação de Daniel Messias. A partir de 1997, mudou-se para os Estados Unidos, para se especializar. Leo Sanchez Barbosa é catalão e sempre teve como paixão desenhar.Foi trabalhar em Londres, onde a indústria de animação europa é mais forte, e posteriormente nos Estúdios Disney, em Burbank, onde trabalhou com Renato. Ambos foram responsáveis pela expressividade dos personagens em Bolt, quando implementaram mudanças já na fase de produção, o que teve uma influência crucial na qualidade da animação.

Thursday, July 23, 2009

Entrevista com Scott Tom, do Estúdio Laika


Há 12 anos que Scott Tom trabalha com todos os aspectos da fabricação de bonecos e cenários para a animação stop-motion. Coordenou departamentos de fabricação de bonecos em programas de TV e comerciais, como The PJ's, Gary & Mike e Robot Chicken. Em Coraline, foi chefe de fabricação de bonecos. Alguns minutos antes de sua apresentação especial do filme, ontem no Memorial, Scott Tom nos concedeu uma rápida entrevista, falando um pouco dos detalhes da produção e do que está achando do festival.

Qual a importância de se manter a estética do stop motion em um filme como Coraline, mesmo com tantos recursos em 3D, computação gráfica?

Tom - Nossa preocupação estética em Coraline foi a de deixar aquele mundo muito táctil. A Animação 3D gerada por computação pode parecer muito "etérea", enquanto o o stop-motion é mais "mundo real". Tudo que se vê na imagem realmente foi feito: os detalhes dos bonecos, o figurino, os ambientes. Acho que tudo isso atravessa a tela, é mais caloroso, tem mais apelo com o público, de uma forma que animação gerada inteiramente por computador muitas vezes não tem. Um boneco fabricado e fotografado nos dá uma sensação real de profundidade e tridimensionalidade.

A plasticidade visual de Coraline chega até mesmo aos cabelos dos personagens, onde fios eram inseridos um a um nos bonecos, para garantir uma movimentação realista.

Como foi a concepção visual dos personagens de Coraline? Eles foram criados a partir do zero por sua equipe, ou vocês tiveram alguma referência visual do diretor Henry Selick?

Tom - A inspiração visual para Coraline foi indepentente do que foi criado para o livro. Todos os personagens foram concebidos de acordo com a concepção de Henry, sua visão de como os bonecos deveriam ser, os cenários, etc. Para isso, ele trabalhou com diferentes ilustradores, que o ajudaram a se comunicar visualmente com quem fabricava os bonecos, com quem construía os cenários. Um dos ilustradores foi Tadahiro Uesugi, que teve uma participação muito grande na identidade visual dos personagens. Mas Tadahiro não foi o único na criação do visual do que veio a se tornar o mundo de Coraline. Nós precisávamos de mais ilustradores envolvidos, e o que se vê na tela é o resultado do esforço de uma equipe em dar vida ao que Henry tinha em mente. Foram muitas tentativas, nós esculpimos várias vezes inúmeras versões dos bonecos. Tínhamos, por exemplo, uma figurinista para os personagens. Hoje estamos satisfeitos em afirmar que nenhuma outra animação stop-motion mostrou tantas "trocas de roupa" quanto Coraline, e isso foi implementado para que Henry conseguisse mostrar o passar do tempo na história. Tudo isso deu um caráter único para a animação.
Na apresentação, Scott exibiu uma das ilustrações de Tadahiro Uesugi,

que ajudaram na concepção do Pink Palace, em Coraline.



Voce diz que o as animações de Ray Harryhausen é uma grande influência no seu trabalho, mas talvez muita gente não saiba exatamente quem ele é. Que filmes em stop motion você recomendaria para quem quer conhecer mais sobre essa técnica?

Tom - Ray é como se fosse "o pai do stop motion"- acho que todos na indústria pensam assim. Certamente ele não foi o primeiro a usar a técnica, mas foi aquele que a trouxe para o mainstream. E não eram filmes estritamente de stop-motion, eram efeitos especiais. Eu era bastante jovem quando assisti a Fúria de Titãs (1981), um filme em que alguns personagens eram deuses, e todos os efeitos foram criados por Ray. Olhando para trás, ele criou muita coisa pioneira em stop-motion. Outro filme que eu vi quando jovem e me influenciou bastante foi O estranho mundo de Jack (1993), do próprio Henry Selick, que muitos devem ter visto, um grande sucesso. Esses dois são filmes bem fáceis de se encontrar por aí, e funcionam muito bem como apresentação ao stop-motion. Mas essa técnica está em toda parte, se olharmos em programas infantis, comerciais, sempre encontramos exemplos.

E o que você tem achado do Anima Mundi? Como foi a receptividade do público com a sua apresentação do making of de Coraline com Mike Cachuela?

Tom - Bem, eu me sinto mal em dizer que não tinha ouvido falar do Anima Mundi até um ano atrás, e meus colegas sempre falavam: "você precisa ver como é". E é mesmo fantástico. Eu tive a felicidade de vir aqui com Coraline e conversar com esse público, e fiquei impressionado com a forma com que se interessavam. Nos Estados Unidos, nós não temos um festival de animação como esse, não com uma estrutura tão grande assim. Se faz muita animação nos Estados Unidos, mas o interesse do público não é como o daqui. Gostaríamos que fosse, porque é inspirador para a gente que trabalha duro para fazer tudo dar certo. É um processo muito lento fazer animação, e chegar em um lugar onde as pessoas querem muito saber como foi feito, que nos dão esse esse tipo de resposta, vale muito a pena.

Wednesday, July 22, 2009

Dois curtas brasileiros

Um lugar comum (2009)


Quem assistiu os Curtas 4 ontem no Memorial teve o privilégio de ter a sessão apresentada por dois jovens animadores cujos filmes estavam incluidos na seleção. Ambos são filmes de estréia de diretores recém-formados, mas com o mérito de já figurarem na mostra competitiva do Anima Mundi.


Jonas Brandão

Jonas Brandão é o diretor de Um Lugar Comum, seu projeto de TCC do curso de Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos. "É muito bom mostrar pra vocês um filme que veio de longe e levou 3 anos para ser feito", contou Jonas para uma platéia que encheu a sala 1.




Pedro Eboli

Pedro Eboli apresentou Papercut, resultado de seus estudos na Vancouver Film School. Pedro contou que até os 26 anos trabalhava com publicidade, mas que decidiu subitamente mudar o rumo de sua carreira. "Para quem se interessa por animação, ainda dá tempo", disse.


Papercut (2008)


Para quem perdeu, a sessão Curtas 4 ainda será exibida na sexta, às 17h na sala 2 do Memorial.

Nessa quinta: Papo Animado em duas sessões

Amidi Amid em seu habitat natural: em meio a cartoons e desenhos.

Já está garantido que a noite de hoje vai ser duplamente animada. É que a sala 2 do Memorial está reservada para receber em sequência duas sessões do Papo Animado. A primeira, às 19h, é com Amidi Amid, assumidade em animação e co-criador do site Cartoon Brew. Sobre o Amidi já falamos aqui, e essa vai ser a vez do público de São Paulo conferir a seleção de curtas selecionados por ele.

Priit Pärn, da Estônia, lugar onde os tremas,

banidos na nossa nova ortografia, ainda encontram refúgio.


Logo depois, às 21h, o encontro é com Priit Pärn, que irá mostrar o que é que a Estônia tem em matéria de animação. Daqui, já podemos adiantar que não é pouca coisa. Esse cantinho da Europa, com menos de um milhão e meio de habitantes, é um verdadeiro reino encantado da animação, onde provavelmente se encontra a maior densidade populacional de animadores, e se produz alguns dos filmes mais loucos e inovadores desta linguagem.

Karl and Marilyn, de Priit Pärn (Estônia, 2003)

Pärn é conhecido pelo seu estilo surrealista – cujo traço inspirou uma série de artistas contemporâneos, como a série Rugrats, do canal Nickelodeon – e pelo humor ácido de filmes como Hotel E. Para o bate-papo, está programada a exibição de dois de seus curtas (1985 e Karl and Marilyn), o poema animado Ma kuklas tunnen eluaegset kuulie e dois engraçadíssimos comerciais de bebida feitos por ele (confira os detalhes aqui).


Petrobras e o melhor do Anima Mundi



Uma boa pedida para quem vai ao festival no Memorial é conferir o lounge que a Petrobras preparou no saguão da fundação. Patrocinadora majoritária do Anima Mundi há 13 anos, a empresa oferece uma retrospectiva com o que foi exibido de melhor nas edições passadas. É só se aconchegar, botar os fones e assistir trechos da série de DVDs "O Melhor de Anima Mundi"em monitores LCD de alta qualidade.

E para quem prefere guardar e rever, as compilações podem ser encontradas nas melhores lojas, ou nessa seção do site.

Sessão de abertura SP


Stamm e Grilo falante, dois dos convidados da

sessão especial dessa terça-feira.





Patrocinadores, realizadores e convidados do festival participaram de uma sessão de abertura do Anima Mundi ontem à noite, no Memorial da América Latina. Como no Rio, a sessão foi apresentada por Fernando Caruso, que após ter convocado o público de São Paulo a usar as "máscaras de gala" durante o evento, convidou alguns dos parceiros do festival para falar um pouco sobre a presença do Anima Mundi em terras paulistanas.


Em nome da casa que acolhe o Anima Mundi em São Paulo, Fernando Leça, diretor do Memorial da Amárica Latina, falou da satisfação que a fundação tem em poder oferecer o festival para cidade de São Paulo além do Rio, onde o Anima Mundi nasceu. "Nos sentimos parceiros desse evento", afirmou.


Em seguida foi a vez dos patrocinadores, começando pela PETROBRAS, que comemora 13 anos de patrocínio majoritário ao festival. José Aparecido Barbosa, Gerente de Comunicação Institucional da Regional São Paulo-Sul da Petrobras, falou sobre a inserção do festival e da animação nas políticas culturais da empresa, a maior patrocinadora de cultura e arte no Brasil.


Representando a OI e o Oi Futuro, Victor D 'Almeida enfatizou a importância do festival no estímulo da produção brasileira de animação, a partir da formação e interação do público com as mostras e as oficinas de animação do Estúdio Aberto.



Ruth Harada, da IBM Brasil, falou um pouco do software MUAN, um sistema de código aberto que possibilita a captura e edição de animações feitas em nosso Estúdio Aberto, e que já está sendo implementado no Chile e outros países da América Latina. Lembrou também da importância do projeto Anima Escola.



Marcelo Mendonça, do Centro Cultural Banco do Brasil aproveitou para dar um toque: "o Memorial recebe muito bem o Anima Mundi na cidade de São Paulo, mas quero lembrar que o CCBB lá no centro oferece um ótimo recorte da programação do festival". Então tá dado o recado para quem trabalha ou passa no centro e quer esticar em alguma sessão: os filmes serão exibidos no auditório e na sala de cinema do CCBB também.

Depois, pouco antes da aguardada sessão, Aida Queiroz, Cesar Coelho, Léa Zagury e Marcos Magalhães, os diretores do Anima Mundi, falaram também sobre o mais importante disso tudo: o público. Contextualizando a importância de um festival de animação do porte do Anima Mundi em uma época em que novas tecnologias e canais na internet difundem até mesmo filmes inéditos e que estão na programação, Aida afirmou: "O recorde de público esse ano no Rio de Janeiro, com mais de 55 mil espectadores, não nos deixa mentir: quem gosta de animação quer participar, fazer parte do evento". E por aqui, ninguém espera participação diferente do público de São Paulo!



A sessão foi composta por alguns filmes de destaque que estão distribuidos por todas as mostras: a experiência sensorial de Jam, de Mirai Mizue; Dix, impressionante viagem sobre as consequências daquela mania que muitos têm de não pisar nas linhas da calçada; os divertidos French roast e Les pieds sur terre, o brasileiro L.E.R.; Phantom of the Cinema, onde a metalinguagem atinge até mesmo a projeção do filme; o onírico e musical Her Morning Elegance; e quatro novos episódios hilários de Log Jam, sensação da edição anterior do festival. Para visualizar onde será exibido cada filme da programação, a grade completa em pdf pode ser baixada aqui.


E o Anima Mundi chega a São Paulo!

O Memorial da América Latina está de portas abertas
para o Anima Mundi 2009.


Já começou! Tudo que você acompanhou no blog durante a temporada do festival no Rio, agora em São Paulo: as oficinas Estúdio Aberto, o Papo Animado com grandes nomes do mundo da animação, workshops, sessões especiais dos estúdios Disney e Laika e filmes de diversos países como Alemanha, Austrália, França, Reino Unido, Estados Unidos, República Checa, Letônia, Taiwan, Moçambique, Holanda, México, Portugal, Croácia e Rússia. Tomou fôlego? Porque aqui o intervalo foi curto, mas já desfizemos as malas e estamos no Memorial da América Latina e no Centro Cultural Banco do Brasil, oferecendo até domingo o melhor da animação mundial. Para quem ainda não fez sua programação, não custa lembrar que toda a informação está no site. E para quem quiser saber das novidades, acompanhar nossa cobertura, é só continuar por aqui e seguir a gente no twitter!


Sunday, July 19, 2009

Júri Popular RJ: os ganhadores


Melhor Curta-Metragem:













1º Lugar - MON CHINOIS - Cédric Villain (França)

2º Lugar - THIS WAY UP - Smith & Foulkes (Reino Unido)

3º Lugar - WALLACE AND GROMIT: A MATTER OF LOAF AND DEATH - Nick Park (Reino Unido)



Melhor Curta Infantil:













1º Lugar - PAUL E O DRAGÃO (PAULTJE EN DE DRAAK) - Albert 't Hooft, Paco Vink (Holanda)

2º Lugar - ACHADOS E PERDIDOS (LOST AND FOUND) - Philip Hunt (Reino Unido)

3º Lugar - O REI DA ILHA (IL RE DELL'ISOLA) - Raimondo Della Calce (Itália)



Melhor Animação Brasileira:














1º Lugar - JOSUÉ E O PÉ DE MACAXEIRA - Diogo Viegas (Brasil)

2º Lugar - O DIVINO, DE REPENTE - Fábio Yamaji (Brasil)

3º Lugar - O ANÃO QUE VIROU GIGANTE – Marão (Brasil)



Melhor Filme de Estudante:













1º Lugar - OUR WONDERFUL NATURE - Tomer Eshed (Alemanha)

2º Lugar - FOR SOCK’S SAKE - Carlo Vogele - (França/Estados Unidos)

3º Lugar - SECONDE CLASSE - Boris Belghiti - (França)



Melhor Longa-Metragem:













1º Lugar - MIA ET LE MIGOU - Jacques Rémy Girerd (França)

2º Lugar - $9.99 - Tatia Rosenthal (Austrália)

3º Lugar - THE GOOD SOLDIER SHWEIK - Robert Crombie (Ucrânia, Reino Unido)



E que venha a premiação do júri de São Paulo!

Júri Profissional RJ: os ganhadores

Melhor Animação:















Muto
Blu - Itália


Melhor Direção de Arte:










French Roast
Fabrice O. JOUBERT - França


Melhor Roteiro:















Skhizein
Jeremy Clapin - França


Melhor Trilha Sonora:












Le Petit Dragon
Bruno Collet - França


Melhor Filme de Encomenda:











Audi 'Unboxed'
Aaron Duffy, Russell Brooke - Reino Unido

Anima Mundi Celular: os ganhadores

Prêmio Popular:

Segredo do Artista

Marcelo de Carvalho Ortolani - Brasil


Prêmio Profissional:

A Roda

Mauro Souza - Brasil


Júri Popular RJ: Josué e o Pé de Macaxeira é a melhor animação brasileira

E o ganhador do prêmio Melhor Animação Brasileira, eleito pelo Júri Popular, é o curta Josué e o Pé de Macaxeira, de Diogo Viegas. Diogo recebeu também o Prêmio Aquisição Canal Brasil, um incentivo ao melhor curta-metragem nacional, no valor de R$10.000,00. Empolgado, Diogo agradeceu dizendo: "Fico feliz porque me criei no Anima Mundi. Ganhar esse prêmio de vocês é sinal de que aprendi alguma coisa!"
Josué e o Pé de Macaxeira, de Diogo Viegas (Brasil, 2009)
produção: Rocambole Produções
técnica: lápis sobre papel, computador 2D

E daqui a pouco, a lista completa dos vencedores!

Daqui a pouco: Premiação Anima Mundi 2009

O Troféu Anima Mundi 2009, que homenageia Andreas Hykade
e seu inconfundível chapéu, ambos convidados da edição do ano passado.

Hoje, às 19h, quem acompanhou a maratona de filmes do Anima Mundi vai saber quem são os grandes vencedores nas categorias Melhor Animação, Direção de Arte, Roteiro, Trilha Sonora e Filme de Encomenda. O juri já está fazendo os últimos acertos:

E ainda há a premiação do Juri Popular, com todos os votos recebidos após as sessões das mostras competitivas. As categorias são: Melhor Filme de Estudante, Longa-Metragem, Animação Infantil, Curta-Metragem e Animação Brasileira. E é através do Juri Popular que vamos saber quem é o ganhador do Prêmio Aquisição Canal Brasil, um prêmio de incentivo ao melhor curta-metragem nacional, no valor de R$10.000,00.
A sessão das 19h, com a entrega do troféu, está concorridíssima! Mas haverá uma outra às 21h, reprisando os curtas premiados. Então corra para as bilheterias e nos vemos na Praça Animada!


Os personagens de Coraline na Praça Animada


A apresentação de Coraline com participação da equipe do estúdio LAIKA encantou a todos que foram ver de perto os bonecos da animação na Praça Animada. Para contar ao público como foi a criação dos personagens, assim como detalhes da adaptação do roteiro aos storyboards, Scott Tom e Mike Cachuela responderam algumas perguntas da platéia. Veja aqui como foi essa sessão especial:


O público aproveitou para tirar algumas fotos dos bonecos da produção (nós também!)

O Gato, frequentador dos dois mundos de Coraline.


O esqueleto do personagem, totalmente articulado para a animação stop-motion. Uma das preocupações de Scott Tom era que se construíssem bonecos de movimentações precisas mas firmes, que não se movimentassem em momentos indesejáveis, fora do que era previsto pelos animadores.


O "Outro Pai" de Coraline, com botões no lugar dos olhos.

Direto do forno da produção: o tórax do Sr. Bobinsky.

Na criação dos personagens, foi preciso transpor o conceito dos personagens, criados em 2D por meio de esboços do diretor Henry Selick e dos desenhistas de produção, para o universo em 3D dos bonecos. Nem sempre o que é desenhado funciona em três dimensões, ou é viável na hora de criar as movimentações dos bonecos. Essa "tradução" do do 2D para o 3D era a missão de Scott.


Em São Paulo, a sessão especial de Coraline será nesta quarta, dia 22, às 21h no Memorial Sala 2.

Saturday, July 18, 2009

Para inglês (e todo mundo) ver

Kristian Andrews, diretor de Rabbit Punch, em exibição na sessão Curtas 17

A mostra Animação em curso traz ao público do Anima Mundi uma seleção de filmes produzidos por estudantes ou recém-formados em escolas profissionais de animação do mundo todo. Esse é o caso de On Time Off, do inglês Bill Porter. Também do Reino Unido veio Kristian Andrews, mostrar seu filme Rabbit Punch, este já na mostra competitiva. E para falar de como é o mercado em seu país natal e o uso das novas técnicas em animação, fizemos um rápido bate-papo:

Bill Porter, de On time off, da mostra Animação em curso 3

Durante a apresentação do filme Bolt, o animador espanhol Leo Sanchez-Barbosa comentou que quem quer entrar no mercado de animação na Europa precisa se mudar para a Inglaterra, isso é verdade?

Bill - Acho que a animação vai bem por lá por causa do mercado publicitário que temos em Londres, que se utiliza muito da animação, talvez mais q no resto da Europa. Mas em termos de lugares para se aprender animação, outros países são muito proeminentes, como a alemanha, por exemplo.

Kristian - Fora isso, muitos saem da Inglaterra para viver melhor de animação em outros lugares onde o custo de vida seja mais baixo - é muito caro viver na Inglaterra.

E existe um público específico de animação por lá?

Kristian - Existe um circuito de festivais onde se exibem curtas. Mas pelo que vemos no Annecy (o festival internacional de animação francês ), a França parece ter um grande apetite por animação, talvez mais do que o Reino Unido. Aqui também eu tenho percebido o grande apelo que a animação tem. No Anima Mundi há gente envolvida com a industria, mas grande parte do publico vem aqui para se divertir, curtem mesmo o genero.

Nessa edição do Anima Mundi, dá pra notar uma quantidade menor de animações feitas em computação gráfica. Vocês acham que está havendo uma certo retorno ao uso de técnicas mais tradicionais, como é o caso dos seus filmes ?

Bill - Talvez haja essa tendência atual de aproximação estética com os formatos mais tradicionais, mas eu não diria que as técnicas são necessariamente tradicionais. Hoje em dia são utilizados tantos procedimentos digitais que a gente não percebe de imediato. Mas concordo que o uso de CG está sendo reinventado, e muita coisa diferente e interessante está aparecendo.

Kristian - Acho que de inicio todos se empolgaram muito com o realismo do 3D, com a CG, e acho que hoje esse frisson diminuiu. Mas faz parte da cultura da animação passar de uma tendencia a outra e seguir experimentando.

Bill - Eu nunca utilizei muito dessas tecnologias porquê na verdade nunca consegui aprender como mexê-las (risos).


Cena de On time off: segundo Bill, "é um filme sobre sorvete, mas não levem muito a sério"

Rabbit Punch, de Kristian Andrews: "um filme sobre coelhos e adolescentes entediados."

FLIP BOOK!

Agora você pode levar pra casa (ou carregar sempre no bolso!) a vinheta do Anima Mundi 2009, criada e animada por Andreas Hykade. O primeiro flip book publicado por Anima Mundi em 17 anos chega à lojinha de produtos do festival (na Casa França-Brasil no Rio até este domingo 19, e no Memorial da América Latina em São Paulo a partir de quarta 22).

Para ver a animação (em duas cenas, frente e verso!) faça como no filminho abaixo.


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Funciona sem baterias! ;-)

Friday, July 17, 2009

Papo Animado com Michel Ocelot

No embalo das comemorações do Ano da França no Brasil, o Anima Mundi recebeu a visita do francês Michel Ocelot no Papo Animado de ontem. Ocelot é considerado um mestre no cinema de animação infantil, e aproveitou o encontro para contar sobre os percalços de seu inicio de carreira, comentando com muito bom humor alguns de seus primeiros trabalhos, além de revelar em detalhes as técnicas usadas.

Sobre o primeiro, Les 3 Inventeurs (Os 3 inventores), Ocelot revelou: "Tive muita dificuldade nesse meu primeiro filme. Na época em que foi feito, não haviam escolas de animação, se algo não desse certo, você tinha que tentar de novo com base na intuição. Por isso até hoje não sei como fazer de verdade", brincou.

Após a exibição do curta, Ocelot mostrou alguns dos personagens, feitos com recortes de papel branco e "aquela renda de papel que colocamos debaixo de bolos e tortas", todos presos à tela filmada com fita adesiva transparente. A inusitada matéria prima e o complexo esforço exigido para que a animação fosse feita resultaram em um filme de beleza estética impressionante. "Realizei esse pequeno filme para mostrar ao mundo que existia. Mas não tive muito sucesso nisso."


Após os 3 inventores, Ocelot investiu em um filme muito mais simples. La légende du pauvre bossu (A lenda do pobre corcunda) tem "poucas cores, nenhum diálogo e muito pouco movimento. Ironicamente, com este ganhei o Cesar de Melhor Animação".

Depois, uma surpresa: Ocelot incluiu em cima da hora um outro curta na programação, uma animação clássica em 2D cuja fonte era uma vita VHS de seu acervo! Les quatre voeux mostra o que acontece quando São Martinho resolve atender os pedidos absurdos (e pornográficos) de um casal que aparentemente se odeia. Realmente inesperado, o filme arrancou gargalhadas da sala .

Dando continuidade de seu trabalho com silhuetas, Ocelot apresentou três episódios da série de TV Les contes de la nuit, onde grandes lendas são reimaginadas sob seu estilo peculiar. Icare, La Belle Fille et le Sorcier e Le Prince des Joyaux foram os episódios selecionados.


Sobre a série, Ocelot explicou: "Gosto de fazer curtas, onde tenho liberdade total, mas para eles não há mercado, somente nas séries televisivas." Satisfeito por ter conciliado um trabalho autoral com as exigências da TV, Ocelot revelou como começou na animação: "Antes dos 3 inventores, trabalhei em uma história sobre patos (como todos)."

Na conversa, ainda sobrou espaço para Ocelot revelar detalhes de como foi trabalhar dirigindo um clipe da cantora Bjork, após a islandesa ter se encantado com seu maior sucesso, Kirikou (sua filha havia assistido o dvd japones e decorado as falas nesse idioma!). O resultado foi o clipe da canção Earth intruders.


E para fechar o encontro, Ocelot fez questão de mostrar "a criança que mudou minha vida". Em uma edição que mostrava como Kirikou fora dublado em diversos idiomas, ficou evidente o êxito que o longa teve em todo o mundo. E para que o trabalho mantivesse sua integridade, o diretor contou como luto contra todas as exigências do produtor, numa produção que durou mais de 4 anos. O tempo provou o quanto a persistência valeu a pena.


O animador disse ter se adaptado muito bem às tecnologias em 3D, mas diz ter saudades das velhas técnicas que o consagraram. "O uso do 3D proporciona muitas coisas boas, mas sua fraqueza é justamente o poder que ele tem: pode-se imitar tudo. Nas técnicas em 2D o espectador entende de imediado o que é proposto: que aquilo é uma brincadeira onde ele é convidado a entrar, há um pacto com a simplicidade." Para os próximos trabalhos, Ocelot pretende voltar ao 2D se utilizando das novas tecnologias. Pela beleza de seu trabalho, só podemos esperar coisa boa vindo aí.

Para quem perdeu o bate papo no Rio, os curtas serão re-exibidos na Sessão Michel Ocelot, hoje às 18h no Cinema CCBB. E nesse domingo todos os longas da mostra especial Michel Ocelot serão exibidos no Odeon a partir das 15h30.

E em São Paulo, o Papo Animado vai acontecer na próxima quarta-feira, às 19h no Memorial Sala 2.

A boa do fim de semana

Quem for ao Anima Mundi nas noites de sexta e sábado já tem dois programas bem animados:



Hoje, às 21h na Praça Animada, será exibido o longa Sita Sings the Blues, de Nina Paley, uma interpretação do épico indiano Ramayana. Nessa versão não vai faltar números musicais coreografados ao ritmo do jazz, vocal dos anos 20 de Annete Hanshaw e centenas de figurantes: macacos voadores, monstros perversos, deuses, deusas, guerreiros, sábios e olhos alados. E atenção para o subtítulo do filme: "A Maior História de Separação Jamais Contada."


E amanhã, no mesmo horário, a boa é conferir a sessão especial de Coraline, a animação stop-motion baseada na obra do escritor e quadrinista Neil Gaiman. O filme tem a estrutura narrativa e a atmosfera sombria das fábulas infantis tradicionais, como as dos irmãos Grimm. Segundo o diretor Henry Selick, "alguns filmes da Disney, como Branca de Neve, Pinóquio e Alice no País das Maravilhas exploram o medo com muita eficiência". Coraline é o primeiro longa-metragem de stop-motion filmado e exibido em projeção estereoscópica 3D, mas ainda assim Selick decidiu manter a estética do stop-motion, porque "essa técnica é imperfeita, o trabalho é tocado pela mão do artista, você sente a força da vida. É impossível atingir a perfeição". Para entendermos isso de perto, alguns dos bonecos usados na animação serão expostos na Praça Animada!


E para mostrar como esse visual apurado foi conseguido, antes da exibição do longa teremos um bate-papo com Scott Tom, construtor de bonecos (trazendo alguns dos bonecos feitos por ele para o filme), e Mike Cachuela, co-supervisor de storyboard. Mike ainda ministrará o workshop "A criação do seu filme", hoje no Rio e dias 22 e 23 em São Paulo (saiba mais aqui).

Thursday, July 16, 2009

Galeria Animada: curtas em exposição

Runa's Spell, de Stephanie Maxwell (EUA),
em cartaz na Galeria Animada


Quem ainda não passou na Galeria Animada não sabe (ou não sente) o que está perdendo. Não sabe porque os filmes são exibidos sem limitação de tempo, então dá sempre pra assistir alguma coisa legal no intervalo entre as outras sessões do festival (e ainda por cima a entrada é gratuita!)

E não sente porque a proposta da Galeria é justamente essa: oferecer ao público experimentações sensoriais através de filmes que desafiam os formatos tradicionais, seja no campo da estética, do roteiro ou da percepção da linguagem. Veja quais são os filmes em exposição aqui.


Os filmes são exibidos num espaço diferenciado com audio e video de qualidade no Centro Cultural Correios, de terça a domingo de 11h30 às 19h30. Em São Paulo, a Galeria vai ser no Memorial da América Latina de quarta a domingo, das 11h às 20h.

Animación Mexicana


O México está presente no Anima Mundi com 12 produções, entre elas Nino de Mis Ojos e Jaulas, em cartaz nas mostras Panorama Internacional e competitiva . Seus diretores, respectivamente Guadalupe Sanchez e Juan Jose Medina, vieram do México para acompanhar o festival, e conversamos um pouco com eles.


Entrevista com Guadalupe Sanchez

Nino de Mis Ojos é a história de uma linda mulher que descobre ser o objeto de desejo de um pequeno homem (pequeno mesmo!) que aparece em seu apartamento. De inicio ela estimula a dedicação, mas tudo muda quando um dia um vizinho novo se muda para o apartamento de cima.


Pelo que diz a ficha, Nino de Mis Ojos é uma animação com técnica de desenho em papel, mas seu resultado visual é muito realista. Foram usadas referências fotográficas, ou mesmo rotoscopia na produção?

Guadalupe - Nós demoramos um pouco para definir qual técnica usar, porque a historia envolvia um personagem miniaturizado que não era um duende, um personagem de fábulas ou de fantasia – ele é de carne e osso. Portanto era muito importante que os desenhos fossem também realistas. Então decidimos usar a rotoscopia. O que nos deu um trabalho duplo, já que primeiro tivemos que filmar e, baseado no material obtido, fazer a animação (o que torna tudo mais demorado e mais caro). Mas ao avançar da história, com uma presença maior da terceira personagem, eu quis que a imagem real fosse “falhando” um pouco mais. A principio cada cabelo, cada traço era bem definido, e depois isso vai se diluindo... tecnicamente foi assim.

E quanto a esse personagem em miniatura, podemos vê-lo como um Gulliver no universo feminino?

Guadalupe - Sim. Foi uma experiência muito bonita ver o que a história representa para cada público. Para as crianças, era como Gulliver – eles ficam encantados! Eu como mulher, penso: sempre vemos gigantes nas ficções como Ciclopes, Godzillas, o próprio Gulliver... porque não uma mulher gigante? E é uma mulher em sua própria casa, o “intruso” é o pequeno homem. É um tema quase feminista... (risos)

É mais complicado exibir um filme que não seja claramente voltado para um público infantil? Nesse caso, com sensualidade, cenas de nudez...

Guadalupe - Um pouco. No filme tem uma mulher nua, uma cena de amor, o que torna mais difícil. A princípio, eu pensei que era uma animação voltada para adolescentes e adultos, e foi uma surpresa a aceitação das crianças. Elas também gostam, porque não vêem com malícia (até porque não há nada bruto ou violento no filme). E os adultos vêem com muito humor. Algumas mulheres brincavam no final da sessão perguntando “onde compro um desses?” (risos).

E como anda a animação no México hoje?

Guadalupe - O México tem uma produção de animação muito forte atualmente. Mas não há um espaço real para exibi-los. Nós estamos lutando para poder exibir nossos curtas em animação antes de filmes longas-metragens. Mas ainda não temos espaços para o formato, só em festivais. Outra opção é a televisão – mas as emissoras normalmente pedem para exibir os curtas sem pagar!

Então qual seria a importância de um festival só de animação, como é o caso do Anima Mundi, entre outros?

Guadalupe - Este é o primeiro festival só de animação que sou convidada. Como espectadora, está sendo muito interessante, pois pude ver trabalhos de muitos lugares. Me parece que a seleção aqui é muito livre, há filmes de todos os tipos. E também me encanta o lado lúdico do festival, com as oficinas, os estúdios repletos de crianças. Eu também trabalho com educação, e é muito interessante ver que uma criança aprende em uma tarde as bases de vários tipos de animação.



Entrevista com Juan Jose Medina

Jaulas conta como dois desajustados sobrevivem no deserto, e os segredos que escondem nesse ambiente hostil. Recentemente, o filme ganhou o premio de melhor curta-metragem em animação do do 24º Festival Internacional de Cine, de Guadalajara.

Sobre o que trata Jaulas?

Juan - O filme fala sobre dois personagens que se encontram no deserto e como eles agem de acordo com suas origens. O tema central é o abuso e a exploração infantil. A premissa básica é a de que um menino que sofre abuso e exploração acaba se tornando também um adulto explorador. Isso é tratado de uma forma metafórica, mais sugerida do que exposta.

E quanto a técnica usada?

Juan - É um curta de 10 minutos, feito em stop motion clássico. Os cenários são fotografias de diferentes desertos mexicanos, que sofreram tratamento digital e tranferencia para 35mm. Todos os personagens são inseridos usando tela verde.

Devido a essa temática forte, o filme encontrou algum tipo de restrição ao ser exibido?

Juan - Esse é o quinto festival em que Jaulas é exibido, e ele tem sido bem aceito, ganhado elogios da crítica. Eu não sei como vai ser em São Paulo, mas aqui no Rio creio que o público reage melhor a histórias que sejam mais divertidas, engraçadas, histórias bem amarradas. Acho que a resposta tão é tão positiva com filmes mais abstratos, com uma linguagem mais reflexiva. Acho que preferem os filmes mais festivos, ou cômicos.

Você concorda com Guadalupe, sobre o méxico estar vivendo um bom momento na produção de animação?

Juan - Sim, nos últimos 3 anos ocorreu um boom na animação mexicana, porque coincidiu com a produção de muitos curtas que fizeram sucesso fora do país. E tem uma geração nova se beneficiando das novas tecnologias, conseguindo produzir seus filmes com mais facilidade. O que é preciso agora é conseguir mais apoio, patrocínio para que sejam produzidos filmes maiores, longas-metragens.

Dos filmes que você conhece que estão no Anima Mundi, quais você recomendaria?

Juan - Acho que, juntando com os que já conhecia, consegui ver 80% da Mostra Competitiva e do Panorama. As mostras tiveram uma ótima curadoria, o público consegue encontrar filmes muito variados, linguagens diferentes, filmes para crianças, outros mais abstrados, experimentais, tudo dentro de uma mesma sessão de 1 hora. Recomendaria muitos, mas para citar só um, o episódio da série Wallace and Gromit, que já é um clássico.



Os cariocas já viram os dois filmes, mas os curtas ainda serão exibidos em São Paulo. Jaulas passa na sessão Curtas 14, dia 23 no Memorial Sala 2 às 17h e dia 25, na Sala 1 às 16h. Niño de Mis Ojos é na sessão Panorama Internacional 7, dia 22 no CCBB às 19h e dia 26 no Memorial Sala 2, também às 19h

Wednesday, July 15, 2009

Estúdio Aberto: veja os filmes

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Michael Jackson, um dos grandes homenageados esse ano nas oficinas,
por João Pedro, Fábio, Natan, Lucas e Ricardo


Já estão disponíveis no site os filmes que o pessoal está fazendo no térreo do CCBB e na Casa França Brasil. Para procurar os arquivos, por técnica utilizada ou data, é só acessar o nosso mural. E por aqui, algumas fotos dos bastidores das oficinas:

Pixilation

Animação com Areia

Desenho Animado (2D)

Grafite Animado

Tuesday, July 14, 2009

Papo Animado: Amid Amidi

O Papo Animado de hoje é com um especialista. Essa é a palavra mais sucinta e precisa para definir Amid Amidi quando o assunto é imagens em movimento. Autor de inúmeros livros, editor da revista Animation Blast e co-criador do site Cartoon Brew, Amidi trabalha com animação desde os 9 anos de idade, e é capaz de mapear em detalhes a evolução dos desenhos animados desde seus primeiros dias até as tendências estéticas mais atuais. Ministra palestras em diversas retrospectivas de grandes festivais de animação como o Fredrikstad (Noruega), Projector (Escócia), Platform (Portland) e a San Diego Comic-Con.

Cena de Dixieland Droopy, de Tex Avery (1954)

Esse ano o Anima Mundi tem uma sessão com curtas selecionados por Amidi. E amanhã os cariocas terão a oportunidade de assisti-los com apresentação do curador às 19h30, na sala de cinema do CCBB.

Medo do escuro (da sala de cinema)


Essa é a edição do Anima Mundi com mais longas-metragens na programação. E dos sete em exibição, Peur(s) du Noir é o mais assustador. Seis dos artistas gráficos mais arrojados de hoje revisitam as antologias de terror e mistério que tanto fizeram sucesso no cinema e na TV.

Autores como Charles Burns (da graphic novel Black Hole, publicada por aqui recentemente pela editora Conrad), Pierre di Sciullo e Lorenzo Mattoti criam seus próprios pesadelos: desaparecimentos inexplicáveis em uma pequena comunidade, a história de um adolescente que encontra a garota errada, uma criança que tem pesadelos em série, um homem que não consegue o merecido descanso em uma casa não-tão-abandonada, um estranho de sorriso diabólico e quatro cães ameaçadores.

Diferentes técnicas de animação em preto e branco foram usadas para o filme. E vendo o trailer, dá pra se ter uma idéia de que o escuro predomina:


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Peur(s) du Noir passa hoje às 22h no Estação Botafogo e amanhã às 20h no Odeon BR. Em São Paulo, dia 23 às 22h no Memorial Sala 1, e dia 25, às 19h no CCBB

Monday, July 13, 2009

Walt Disney Animation Studios apresenta Bolt (Making Of)


A beleza e a plasticidade de uma pintura em uma animação 3D. Esse foi o objetivo da equipe de artistas, animadores, departamento de efeitos especiais e iluminação por trás de Bolt, dos Estúdios Disney. Homenageando o uso da luz e das cores usadas por artistas do ínicio do século XX, como Edward Hopper e George Bellows, a equipe de produção utilizou uma nova tecnologia desenvolvida especialmente para o filme. Isso deu aos cenários criados por computação gráfica uma aparência de quadros pintados à mão. Para isso, pinceladas manuais foram aplicadas aos prédios e cenários do filme, utilizando o novo programa patenteado pela Disney, o Ray Painting.

Um dos cenários de Bolt (2008)

Dawn in Pennsylvania, de Edward Hopper (1942)


Bolt é o 47º longa-metragem de animação dos estúdios Walt Disney. É a história de um pastor alemão que cresceu em um estúdio de TV, e está convencido de que possui mesmo os super-poderes do personagem que interpreta (como um Super Latido devastador!). E nessa terça, dia 14, convidamos os animadores Renato dos Anjos (Supervisor de Animação) e Leo Sanchez-Barbosa (Modelador de Personagem) para falar sobre a criação do personagem e as técnicas inovadoras da animação usadas no filme, desde os conceito iniciais de design ao visual final do superherói e dos cenários.

Renato é brasileiro e já está há 21 anos na indústria de animação. Leo é espanhol, ou melhor, catalão, de Barcelona. Os dois são co-responsáveis por uma das maiores qualidades do filme: a expressividade e a atuação do cãozinho protagonista, obtida através de excelente modelagem, rigging e é claro, animação perfeita. Vamos saber mais como isto foi conseguido, antes de (re) ver o filme em cópia dublada.

O encontro vai ser na Praça Animada, às 21h. Em São Paulo, a sessão vai ser no dia 24, no Memorial Sala 2.